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Relatório do Encontro Anual do Grupo de Mulheres Parlamentares

Promoção da Igualdade das Mulheres no Parlamento:

histórias de Sucesso

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Estratégias para "Ouvir de forma positiva" na Jamaica

A senadora Duncan-Price iniciou sua apresentação indicando que a Jamaica - assim como na maioria dos países presentes - é uma país signatário da CEDAW, e que sua Carta de Direitos e Liberdades inclui a questão dos direitos das mulheres e homens em todas as esferas. Entretanto, apesar de a igualdade formal ou jurídica estar presente, não há paridade ou equidade nos processos decisórios. Por isso, ela protocolou a Moção para avançar a liderança de mulheres na política e nos processos decisórios.

Como resultado do progresso feito pelas mulheres na Jamaica, alguns impõem resistência e questionam a legitimidade do projeto de lei, indagando o motivo pelo qual as mulheres querem mais poder. A primeira-ministra do país é uma mulher, e as mulheres lideram alguns setores do governo, como o judiciário. Além disso, as mulheres deram grandes passos no setor da educação: 62% dos estudantes universitários e 55% dos formandos das escolas vocacionais são mulheres.

A resposta da senadora Duncan-Price ao ceticismo foi que por se tratar do grupo que representa 51% da população da Jamaica, as mulheres ainda não avançaram o suficiente. As mulheres não têm representação igualitária às mesas de tomada de decisão, nem tampouco contam com representação suficiente nas funções de liderança política. Desde 1944, apenas 35 mulheres foram eleitas para o parlamento, ou seja, 10% do total de 362 cadeiras. Atualmente as mulheres representam apenas 12,7% dos membros do parlamento, 20% da assessoria da primeira-ministra, 28,6% dos senadores nomeados e 16,6% do total de vereadores.

A ausência das mulheres do poder se reflete na vulnerabilidade econômica e também em profundas divisões.

Na Jamaica, a probabilidade de as mulheres estarem desempregadas é o dobro da dos homens, e apesar de haver uma lei sancionada há 40 anos sobre essa questão, os salários das mulheres são aproximadamente 12,5% inferiores aos dos homens na mesma função. Além disso, as mulheres compõem menos de 20% dos conselhos diretores do setor privado e 35% dos do setor público.

As experiências vividas por homens e mulheres nos

lembram de que o patriarquismo está vivo e vai bem

Após a apresentação da Dra. Incháustegui, os conferencistas compartilharam suas experiências na promoção da igualdade das mulheres em seus respectivos parlamentos. A oradora convidada e os demais membros da mesa também responderam aos comentários vindos da plateia durante o período de perguntas.

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