Explicar: Uma vez elaborada a política ou o projeto tendo por
base a totalidade ou a grande maioria dos interesses cidadãos, tratase de explicá-lo com clareza, transparência e responsabilização.
Nesta fase explicativa, é importante visualizar todos os atores que
são favoráveis ao desenvolvimento do projeto ou política.
Envolver: Trata-se de explicar o impacto mais amplo das
políticas e projetos se estes puderem contar com o envolvimento e colaboração cidadã no seu desenvolvimento, somando
ações desenvolvidas pela própria cidadania no mesmo sentido
dos objetivos dos projetos e políticas. Explicar e, sobretudo,
criar canais para que esta ação coletiva possa produzir e dotarse de um caráter sinérgico.
Enfim, a implantação da nova governança pública requer
inovação. Prefeituras inovadoras devem adotar instrumentos de
mudanças que fortaleçam seu papel como representante democrático da cidadania e da cidade. Sua tarefa é fortalecer a capacidade de organização e ação do conjunto da cidade para poder
responder tanto ao incremento e maior complexidade dos desafios sociais e econômicos – e às mudanças estruturais trazidas
pela crise societária –, como para realizar os objetivos estratégicos identificados conjuntamente com as organizações representativas da sociedade civil.
Em outras palavras, frente ao modelo de governo provedor e
centrado na gestão de recursos próprios, que leva à perda do seu
peso social e político, é preciso que as prefeituras conquistem
novo protagonismo, liderando iniciativas para assegurar investimentos que atendam aos objetivos do conjunto da cidade, especialmente por meio da promoção de programas e projetos em
rede que articulem recursos públicos, privados e comunitários.
Nesta perspectiva, o fundamental já não é a relação isolada dos
serviços municipais com seus supostos clientes e usuários, mas,
sim, que os investimentos respondam aos objetivos do conjunto
dos a tores da cidade.
Governança Democrática: Construção coletiva do desenvolvimento das cidades
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