Uma terceira abordagem, em linha de continuidade do
primeiro modelo, consiste na tese que, dado o desprestígio da
administração e a sua crescente dificuldade de atuação ante os
desafios sociais, a prefeitura deve fazer o menos possível e que
a sociedade civil e/ou o mercado assuma as tarefas tradicionalmente sob a responsabilidade pública. Uma vez que se trata de
uma proposta próxima do primeiro modelo não será considerada neste texto. Entretanto, é uma alternativa que foi formulada e estimulada pelos governos britânico e holandês.
1. O modelo provedor e a crise da cidade
Vejamos mais de perto os passos que são dados no modo
equivocado de enfrentar com o mesmo paradigma a crise na
cidade, até convertê-la, paulatinamente, em crise da cidade, e
na deslegitimação do governo local.
Modelo provedor de Governar
Em primeiro lugar, ante a situação manifesta de incapacidade de fazer frente às demandas sociais, a prefeitura dá
máxima prioridade à gestão dos recursos próprios para dimiGovernança Democrática: Construção coletiva do desenvolvimento das cidades
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