rizou sua moeda: “Queremos promessas, não mais realidades.”
À realização de expectativas, cabe responder imediatamente
com outras novas.
Para gerir expectativas é aconselhável ter em conta, além da
que acabamos de mencionar, o caso das corridas de cachorros
galgos: quando a lebre se encontra muito longe, o galgo não
corre, não avança, mas se a lebre fica mais perto, o galgo a
agarra e também não corre; é preciso situá-la a uma distância
adequada para que o galgo acredite “razoavelmente” que a
agarrará, mas não consegue alcançá-la e continua correndo.
A lebre é a expectativa e o galgo a cidade, e o que importa é
que a cidade sempre corra, sempre avance.
Iniciativa para a gestão da mudança: gerir expectativas significa tomar a iniciativa para começar e dar continuidade às
mudanças. É evidente que não basta apenas vislumbrar, mas
iniciar os processos de mudança para que, a partir da situação
atual, se atinja a situação ou cenário futuro considerado possível
e desejável. Para isto é preciso dotar-se de uma estratégia e
colocá-la em prática.
As forças de transformação devem ser identificadas e definidos os objetivos compartilhados de maneira clara e factível.
Assim como deve ser iniciada, de maneira exemplar e com visibilidade, a gestão da mudança.
O desenho de processos para a participação cidadã e a realização de acordos é uma aptidão necessária para gerir a mudança
corretamente. A participação deve assegurar o conhecimento
permanente dos desafios e necessidades dos diferentes setores
para conseguir apoio da cidadania, se a estratégia e os projetos
adotados assumirem os desafios e necessidades identificados.
Os processos de mudança não seguem trajetórias fixas; os
próprios avanços introduzem mudanças na situação de partida,
o que significa que a estratégia ou projeto identificado aparece
com maior clareza e riqueza de matizes que, sem dúvida, exige
Governança Democrática: Construção coletiva do desenvolvimento das cidades
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