verdadeiramente universal.14 Uma só proibição: proibido
proibir. Uma só intolerância: não tolerar a violação dos direitos
humanos.15 Tudo o mais – línguas, religiões, artes, vestimentas
– são fatores de conhecimento e enriquecimento cultural.
A educação, ou melhor dito, a socialização por meio de
valores estruturados, a partir da tolerância entre diferentes
grupos sociais e culturais, deve ser objeto de um grande pacto
social entre todos aqueles que atuam no espaço das interações
sociais cotidianas: a cidade.
A reafirmação de valores vem, por sua vez, motivada pelo
desenvolvimento da investigação genética humana e, em especial, de suas aplicações, do desenvolvimento de uma nova
indústria e, com ele, de um novo mercado global: o dos produtos
genéticos aplicados aos homens. Este novo setor econômico
provoca, neste caso em escala global, o estabelecimento dos
valores que fundamentam um comportamento ético e códigos
de conduta que permitem diferenciar, nas áreas da saúde e da
agricultura, as aplicações benéficas das perversas – como a
criação de subespécies humanas. O desenvolvimento desta
indústria condiciona a centralidade dos valores como guia consciente da ação humana nos âmbitos local e global.
A globalização do social
Sem dúvida, um dos principais desafios relativos ao futuro
apontados pelos governos urbanos é a mundialização das políticas sociais, das políticas urbanas de impacto integrador.
14 SEN, A. Desarrollo y Libertad. Barcelona: Destino, 1998.
15 KYMLICKA, Will explica como coexistem os direitos das minorias com os
direitos humanos e também como os direitos das minorias estão limitados pelos
princípios de liberdade, democracia e justiça social. Ver seu livro La ciudadanía
multicultural. Madrid: Paidós, 1995.
Governança Democrática: Construção coletiva do desenvolvimento das cidades
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