Governança Democrática - 3ª Edição | Seite 149

verdadeiramente universal.14 Uma só proibição: proibido proibir. Uma só intolerância: não tolerar a violação dos direitos humanos.15 Tudo o mais – línguas, religiões, artes, vestimentas – são fatores de conhecimento e enriquecimento cultural. A educação, ou melhor dito, a socialização por meio de valores estruturados, a partir da tolerância entre diferentes grupos sociais e culturais, deve ser objeto de um grande pacto social entre todos aqueles que atuam no espaço das interações sociais cotidianas: a cidade. A reafirmação de valores vem, por sua vez, motivada pelo desenvolvimento da investigação genética humana e, em especial, de suas aplicações, do desenvolvimento de uma nova indústria e, com ele, de um novo mercado global: o dos produtos genéticos aplicados aos homens. Este novo setor econômico provoca, neste caso em escala global, o estabelecimento dos valores que fundamentam um comportamento ético e códigos de conduta que permitem diferenciar, nas áreas da saúde e da agricultura, as aplicações benéficas das perversas – como a criação de subespécies humanas. O desenvolvimento desta indústria condiciona a centralidade dos valores como guia consciente da ação humana nos âmbitos local e global. A globalização do social Sem dúvida, um dos principais desafios relativos ao futuro apontados pelos governos urbanos é a mundialização das políticas sociais, das políticas urbanas de impacto integrador. 14 SEN, A. Desarrollo y Libertad. Barcelona: Destino, 1998. 15 KYMLICKA, Will explica como coexistem os direitos das minorias com os direitos humanos e também como os direitos das minorias estão limitados pelos princípios de liberdade, democracia e justiça social. Ver seu livro La ciudadanía multicultural. Madrid: Paidós, 1995. Governança Democrática: Construção coletiva do desenvolvimento das cidades 147