De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a segunda maior causa de morte de pessoas com idades entre 15 e 19 anos no mundo. No Brasil, números do Mapa da Violência de 2014 mostram que, entre 2000 e 2012, a taxa de suicídio de crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos aumentou em 40%, enquanto entre jovens de 15 a 19 anos o índice cresceu 33%.
“Muitas vezes esse adolescente está sofrendo e não se dá conta da dor, não tem instrumentos para sair da situação”, explica Scavacini. “O suicídio não acontece de uma hora para outra. Geralmente as pessoas estão lidando com questões de saúde mental que podem facilmente ser confundidas com aspectos da própria adolescência”. Por vezes, diz a psicóloga, o adulto menospreza o sentimento do adolescente. “É uma coisa da fase, mas que precisa ser trabalhada com cuidado. Se o adolescente confirmar que está pensando em suicídio, é necessário encaminhá-lo para um serviço de saúde, tomando cuidado para não expor a dor que ele sente para terceiros.
Ter informações sobre o tema é uma forma importante de prevenção. “O suicídio é um assunto desconfortável, mas acontece, então precisamos falar sobre ele. É perigoso não falar. Há sempre espaço para procurar ajuda”, afirma o autor de Os 13 Porquês, Jay Asher, no documentário 13 Reasons Why: Tentando Entender os Porquês, documentário feito pela produção da série para incentivar a prevenção ao suicídio. Essa necessidade de informação, inclusive, foi o motivo que fez com que Ana Paula Narcizo, cuja história foi contada no início da matéria, concordasse em conceder uma entrevista à reportagem. “Já tive vergonha de falar sobre isso. Mas hoje vejo que não tenho como trazer o Brunno de volta, então o que quero é evitar que outros pais passem pelo que eu passei”, diz a empresária.
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suicídio. Essa necessidade de informação, inclusive, foi o motivo que fez com que Ana Paula Narcizo, cuja história foi contada no início da matéria, concordasse em conceder uma entrevista à reportagem. “Já tive vergonha de falar sobre isso. Mas hoje vejo que não tenho como trazer o Brunno de volta, então o que quero é evitar que outros pais passem pelo que eu passei”, diz a empresária.
Na série, a protagonista Hannah culpa os colegas por não a terem ouvido ou dedicado mais tempo e atenção a ela. Paralelamente a jovem não se sente confortável para conversar sobre o que está sentindo. Segundo Robert Paris, do CVV, a educação emocional faz falta. “Precisamos alfabetizar nossas crianças emocionalmente, mostrando que falar sobre sentimentos, desabafar quando se sentem mal ou chorar não são coisas ruins.” “A expressão de sentimentos colabora para o autoconhecimento. Se você tem uma noção melhor de como se sente, a procura por ajuda é antecipada”, explica o psiquiatra Carlos Cais. Em uma conversa com o conselheiro da escola no último episódio da série, um amigo de Hannah, Clay Jensen, resume: “Tem de melhorar. O modo como tratamos e cuidamos uns dos outros tem de melhorar de alguma forma”.
ESPECIALISTAS ESTIMAM QUE CERCA DE
90%
DOS SUICÍDIOS SÃO EVITÁVEIS.
UMA PESSOA SE SUICIDA NO MUNDO A CADA
40 SEGUNDOS
10