Maria Rosaria Manieri
nacional”. As antigas indústrias são desalojadas por novas,“ cuja introdução é questão de vida ou morte para todas as nações civilizadas: indústrias que não elaboram mais matérias-primas nativas, mas sim matérias provenientes das regiões mais remotas, e cujos produtos não se consomem só no país, mas em todas as partes do mundo. No lugar das velhas necessidades, para cuja satisfação bastavam os produtos nacionais, entram necessidades novas, que, para serem satisfeitas, exigem produtos dos países e dos climas mais distantes”. Em lugar do antigo isolamento local e nacional entram“ um intercâmbio universal, uma universal dependência das nações umas das outras”. O capitalismo força todas as nações a adotar suas formas de produção e seus modelos de vida. Cria para si“ um mundo à sua imagem e semelhança”. 21
Nos Grundrisse, a análise é ainda mais precisa:“ A exploração sistemática da natureza para descobrir novas propriedades úteis das coisas; o intercâmbio universal dos produtos de todos os climas e de todos os países; a nova( artificial) preparação dos objetos naturais mediante a qual a eles se conferem novos valores de uso; a exploração completa da terra para descobrir seja novos objetos úteis, seja novas propriedades úteis dos velhos ou então suas propriedades como matérias-primas etc.; o desenvolvimento máximo das ciências naturais; a descoberta, a criação e a satisfação das novas necessidades derivadas da própria sociedade; o cultivo de todas as qualidades do homem social e sua produção como homem o mais rico possível em necessidades, porque rico em qualidades e em relações; ou seja, sua produção como produto da sociedade o mais total e universal possível [...]; tudo isto também é uma condição da produção baseada no capital”. 22
21 Marx e Engels, Il Manifesto, cit., p. 33. 22 K. Marx, Lineamenti per la critica dell’ economia politica, II, Florença, Nuova Italia,
1970, p. 10.
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