Q
uem circula semanalmente pelo
Terminal Rodoviário de Maringá
e pelas ruas centrais da cidade, já deve ter
avistado seo Devanir José Boscolo, 75,
Quem é ele? Um mendigo? Um louco?
Não, nem maluco, nem das ruas.
Devanir é um simples cidadão que há 27
anos largou o emprego para dedicar-se
ao evangelho.
Devanir é um discípulo. Mas não um
discípulo qualquer. Tem a voz fraquinha
para falar por causa da tractomia,
problema que há 27 anos sofre por causa
do acidente Todos os, faz questão de
entregar a quem passa por ele nas ruas da
cidade, pequenos pedaços de folhas sulfite
colorida com mensagens bíblicas que ele
mesmo prepara. O propósito disso não é
ficar famoso. De jeito nenhum. Devanir
Boscolo não é uma incógnita, nem
espera algo em troca. Somente quer levar
a palavra adiante. Como começou? Há
27 anos Devanir não era discípulo, sim,
pedreiro, daqueles que deixam preguiça
de lado e vão à luta num sol de rachar
a cabeça para conseguir o sustento da
família.
Ele lhes enxugará
dos olhos
toda a lágrima
Certa tarde uma tarde ensolarada, mas
com ventos muitos fortes ajudava na
construção do sobrado de um dos filhos,
quando escorregou e caiu do último
andar de cabeça para o chão. A queda o
deixou em coma por 30 dias, paralisado
sobre um luto do hospital [Unidade de
Terapia Intensiva]. “Somente um milagre
poderia reverter tal situação, caso
contrário ficara em coma”. Pelo menos
era o que os médicos diziam. E o tal
milagre aconteceu.
No final do trigésimo dia de coma
ele acordou. Foi ai que tudo mudou.
Resolveu entregar a vida somente aos
desígnios de Deus. Decidiu que não
trabalharia mais em construção e que,
em vez de construir tijolos para casas
aqui na terra, edificaria construção no
céu. Taxaram-no de louco, mas quem
disse que ele ligava? Sentiu-se no dever
de falar do amor de Jesus e o que fez na
vida dele. Passou a entregar versículos
numa rua aqui, outra acolá e, no longo
de um dia, mais de 450 mensagens.
Ainda pretende ultrapassar essa marca.
Aos poucos, a cidade foi se acostumando
com Devanir e suas mensagens bíblicas.
Por quase três décadas, ele peregrina
pelo terminal, prefeitura, ruas, praças de
toda a cidade. Onde há gente, lá esta ele
cumprindo a missão que acredita ter-lhe
sido imposta.
Ele só fica