Eu Tenho Histórias Edição Única | Page 169

(Imagem/Heloisa Fernanda) Adenilson deu a volta por cima e superou os obstáculos Por isso tinha apenas ensino fundamen- tal. Naquele momento ele se sentiu mo- tivado a retomar os estudos e ir em busca de uma nova vida. Ele era teimoso. Era capaz. Concluiu o ensino médio e, em seguida, começou a cursar pedagogia a distância. Com vídeoaulas e material em braille, não teve dificuldade nenhuma. Capaz. O fato de não enxergar jamais se mostrou um empecilho ou uma desculpa para deixar de atingir metas. Não para ele. Há dois anos em plena escuridão, Adenilson foi apresentado a uma grande paixão: o esporte. Ele nunca havia se in- teressado por esporte antes. Não daquela forma. Já havia praticado luta livre, mas nunca chegou a competir. Em uma ida para Maringá, quando o apresentaram ao goalball (esporte próprio para defici- entes visuais), apaixonou-se. Ele treinava e praticava constantemente com outras pessoas que também tinham a mesma deficiência. Na teoria pareceu ser difícil, mas na prática tirou de letra. Ele sempre tirava de letra. Que não tentem colocar limites para Adenilson, porque ele irá su- perá-los. Sempre. Também conheceu o atletismo e o judô. Os esportes passaram a ser muito importantes na vida dele. Foram cruciais para ajudar na superação. Adenilson passou a ter mais segurança, melhorou a noção espacial o equilíbrio. Com 23 anos, começou a partic- ipar de competições. Ele gosta do estímulo que o esporte provoca. Gosta de ter que superar novos desafi- os. Em 16 anos competindo com mui- ta garra e determinação, conseguiu Eu tenho: Histórias 169