(Imagem/Heloisa Fernanda)
Adenilson deu a volta por cima e superou os obstáculos
Por isso tinha apenas ensino fundamen-
tal. Naquele momento ele se sentiu mo-
tivado a retomar os estudos e ir em busca
de uma nova vida. Ele era teimoso. Era
capaz. Concluiu o ensino médio e, em
seguida, começou a cursar pedagogia a
distância. Com vídeoaulas e material em
braille, não teve dificuldade nenhuma.
Capaz. O fato de não enxergar jamais se
mostrou um empecilho ou uma desculpa
para deixar de atingir metas. Não para ele.
Há dois anos em plena escuridão,
Adenilson foi apresentado a uma grande
paixão: o esporte. Ele nunca havia se in-
teressado por esporte antes. Não daquela
forma. Já havia praticado luta livre, mas
nunca chegou a competir. Em uma ida
para Maringá, quando o apresentaram
ao goalball (esporte próprio para defici-
entes visuais), apaixonou-se. Ele treinava
e praticava constantemente com outras
pessoas que também tinham a mesma
deficiência. Na teoria pareceu ser difícil,
mas na prática tirou de letra. Ele sempre
tirava de letra. Que não tentem colocar
limites para Adenilson, porque ele irá su-
perá-los. Sempre. Também conheceu o
atletismo e o judô. Os esportes passaram
a ser muito importantes na vida dele.
Foram cruciais para ajudar na superação.
Adenilson passou a ter mais segurança,
melhorou a noção espacial o equilíbrio.
Com 23 anos, começou a partic-
ipar de competições. Ele gosta do
estímulo que o esporte provoca.
Gosta de ter que superar novos desafi-
os. Em 16 anos competindo com mui-
ta garra e determinação, conseguiu
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