A Escola Dom Felício teve a oportunidade de conhecer a história de vida e de superação de Sidinei Roque do Nascimento Junior que através de uma palestra mostrou que nada o impede de ter uma vida normal e feliz. A palestra emocionou tanto alunos, professores e funcionários que com certeza viram o mundo com um novo olhar. Confira a entrevista exclusiva feita à Sidinei por Matheus Aurélio:
Quando questionando sobre o projeto de dar palestras e contar sua história, como a iniciativa começou, Sidinei conta que existe um projeto e que tudo começou com o Movimento Você e a Paz ainda no ano passado, quando ele sua mãe e um amigo, passaram nas escolas municipais de Concórdia fazendo mais ou menos a mesma palestra aplicada na escola, porém voltado mais para a promoção da paz. “Com isso, tivemos a ideia de fazer o projeto por nós mesmos, mas disponibilizando também para empresas e outras escolas da região’’ diz Sidinei.
Questionamos também qual era a sua sensação diante da reação das pessoas que assistem a palestra e Sidinei nos conta que em todas as escolas que passou, e na escola Dom Felício esse ano, as reações são quase as mesmas, em um bom sentido. Todos são extremamente receptivos e atenciosos. “É uma sensação maravilhosa perceber que a realidade do mundo está mudando e que muitos preconceitos estão sendo quebrados com o passar dos anos”.
Quando questionado se já havia sofrido algum tipo de preconceito e como reagiu, o mesmo afirma que sim, já foi vítima, mas diz acreditar que todos algum dia já sofreram algum tipo de preconceito, ou já foram pré-julgados algum dia, o que também não deixa de ser um tipo de preconceito. “Cada um lida de uma maneira diferente. Eu, por exemplo, costumo ignorar pra não me estressar com pouca coisa. Porém, hoje, existe uma lei anti-bullying para as escolas em todo o estado catarinense, e creio que o tipo de atitude preconceituosa deve ser reportado sim’’, esclarece.
Perguntado sobre qual é a expectativa para seu futuro, Sidinei diz que pretende seguir a mesma carreira que a mãe, como professor de Inglês, pois sonha em fazer um intercâmbio nos Estados Unidos, e fazer Universidade de Letras-Inglês em Florianópolis. Também pretende continuar escrevendo, seja o que for: livros, contos, novelas. ‘’Inclusive tenho uma série no site: http://fanfiction.com.br/historia/560238/Lendas_Urbanas_Escola/, estou com dois livros prontos, apenas esperando para serem revisados e lançados, escrevendo o terceiro livro, e mais uma história sendo escrita no formato de novela que ainda não tenho ideia de como será lançada. Meu objetivo é tentar sempre me reinventar na forma de lançar alguma história. Como projetos pessoais de vida, ainda não tenho muita coisa em mente. Filosoficamente falando, gosto de deixar a vida me surpreender’’.
Sidinei nos fala sobre a experiência de ter visitado nossa escola: “Acho super legal o incentivo da escola por parte da direção de querer promover a paz e a igualdade entre todos, e o compromisso dos alunos para fazer o plano da escola seguir em frente. O ambiente escolar foi maravilhoso, e quero ter a oportunidade de voltar novamente com outra palestra algum dia’’.
Sobre Sidinei : Meu nome é Sidinei Júnior, tenho 16 anos, estudante do terceiro ano do Ensino Médio na Escola de Educação Básica Vidal Ramos Júnior, e iniciante na carreira de palestrante e escritor. Levo a vida como uma eterna brincadeira, e tudo o que eu faço é por diversão. Leio, escrevo, assisto séries, estudo, tenho uma vida como um adolescente qualquer, e minha deficiência não é um obstáculo para mim, mas sim uma oportunidade de mostrar à sociedade que uma pessoa sem os membros pode fazer as mesmas coisas que uma pessoa com membros faria. Não me acho diferente dos outros em nenhum aspecto; muito pelo contrário, uma única coisa é que eu penso ser mais tolerante às diferenças do que muitos por aí, mas isso não me faz superior a ninguém.
E assim finalizamos nossa entrevista com uma mensagem deixada por Sidinei a todos: ''Aceite-se como você é, e não dê ouvidos às coisas que a sociedade lhe diz.''
Matheus Aurélio de Ávila
realiza entrevista com
Sidinei Roque do Nascimento Jr.