MAN UT E N Ç ÃO
A importância da limpeza de correias
transportadoras na planta
A Martin, empresa de
equipamentos de manuseio
de materiais sólidos a granel,
juntamente com as empresas
Mercúrio e Imepel têm reali-
zado em diversas minerado-
ras no País workshops sobre
segurança e manutenção de
correias transportadoras.
A apresentação da Martin
se baseia no livro Founda-
tions, um extenso guia práti-
co desenvolvido pela empre-
sa global de como melhorar
a produtividade de transpor-
tadores. De acordo com Ra-
fael Junqueira, especialista da
Martin nesse tema, é essen-
cial levar em conta nesse tipo de operação o custo da
perda do material, o custo de limpeza e mais o custo de
manutenção em um transportador com derramamento.
“Notamos que fica muito mais caro deixar o transporta-
dor com derramamento do que qualquer solução completa
apresentada”, diz. “Muitas vezes, pequenas intervenções já
são suficientes para obter uma economia substancial”.
De acordo com o especialista, o material de retorno
(que não cai no transbordo) é um dos grandes respon-
sáveis por material fugitivo em um sistema de correia.
“Ele adere a correia depois do ponto de descarga e se
desprende ao longo do retorno da correia. Como resulta-
do, gera aumento de manutenção e paradas, reduz a efi-
ciência da planta, acarreta o desalinhamento da correia e
diminui sua vida útil”, ressalta.
O material de retorno é, em geral, o produto em seu
pior estado, como pequenas partículas e alta humidade,
gerando uma mistura pegajosa, que ao secar se solidifica,
reduzindo o desempenho do raspador.
O procedimento básico de instalação de um adequa-
do sistema de limpeza eficaz é instalá-lo o mais à frente
possível no ciclo de retorno do transportador, ou logo
abaixo do ponto onde o material sai da correia. “Seria no
ponto onde a correia ainda está em contato com a polia
motriz”, destaca Rafael.
No entanto, as condições da correia influenciam no
desempenho do sistema de limpeza. “Correias com da-
nos são mais difíceis de limpar”, afirma. Ele cita que cor-
reias rasgadas, quebradas, partidas ou riscadas devido
a condições climáticas extremas, químicos e desalinha-
mento são um problema.
Rafael conta que para o raspador fazer uma boa lim-
peza ele não pode estar no fluxo do material, mas sim po-
sicionado preferencialmente dentro do chute, para que o
material de retorno siga o fluxo normal do material trans-
portado. Por outro lado, raspadores devem evitar causar
danos ao sistema, sendo sua função proteger. “Lâminas
de limpeza devem mover-se pela correia quando uma
emenda, seção danificada ou obstrução passar pelo ras-
pador. Nesse caso, raspadores não devem usar um ângu-
lo tão agressivo ou muita pressão, pois podem danificar a
superfície da correia”, menciona. Também é importante
manter o ângulo constante de limpeza das lâminas com
ajustes regulares.
Para selecionar um sistema de limpeza de correias, é
preciso avaliar a largura e velocidade da correia, a carga
sobre a mesma, o diâmetro do tambor, a características
do material circulante, o tamanho da partícula, o teor de
umidade, a temperatura, a abrasividade, a corrosividade
e o comprimento do transportador.
O especialista da Martin ainda acrescenta a neces-
sidade de se ter espaço disponível para manutenção, a
possibilidade de alterações nas características do ma-
terial, as temperaturas extremas, os danos possíveis à
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