Edição Agosto/Setembro Edição 396MM | Seite 33

MAN UT E N Ç ÃO A importância da limpeza de correias transportadoras na planta A Martin, empresa de equipamentos de manuseio de materiais sólidos a granel, juntamente com as empresas Mercúrio e Imepel têm reali- zado em diversas minerado- ras no País workshops sobre segurança e manutenção de correias transportadoras. A apresentação da Martin se baseia no livro Founda- tions, um extenso guia práti- co desenvolvido pela empre- sa global de como melhorar a produtividade de transpor- tadores. De acordo com Ra- fael Junqueira, especialista da Martin nesse tema, é essen- cial levar em conta nesse tipo de operação o custo da perda do material, o custo de limpeza e mais o custo de manutenção em um transportador com derramamento. “Notamos que fica muito mais caro deixar o transporta- dor com derramamento do que qualquer solução completa apresentada”, diz. “Muitas vezes, pequenas intervenções já são suficientes para obter uma economia substancial”. De acordo com o especialista, o material de retorno (que não cai no transbordo) é um dos grandes respon- sáveis por material fugitivo em um sistema de correia. “Ele adere a correia depois do ponto de descarga e se desprende ao longo do retorno da correia. Como resulta- do, gera aumento de manutenção e paradas, reduz a efi- ciência da planta, acarreta o desalinhamento da correia e diminui sua vida útil”, ressalta. O material de retorno é, em geral, o produto em seu pior estado, como pequenas partículas e alta humidade, gerando uma mistura pegajosa, que ao secar se solidifica, reduzindo o desempenho do raspador. O procedimento básico de instalação de um adequa- do sistema de limpeza eficaz é instalá-lo o mais à frente possível no ciclo de retorno do transportador, ou logo abaixo do ponto onde o material sai da correia. “Seria no ponto onde a correia ainda está em contato com a polia motriz”, destaca Rafael. No entanto, as condições da correia influenciam no desempenho do sistema de limpeza. “Correias com da- nos são mais difíceis de limpar”, afirma. Ele cita que cor- reias rasgadas, quebradas, partidas ou riscadas devido a condições climáticas extremas, químicos e desalinha- mento são um problema. Rafael conta que para o raspador fazer uma boa lim- peza ele não pode estar no fluxo do material, mas sim po- sicionado preferencialmente dentro do chute, para que o material de retorno siga o fluxo normal do material trans- portado. Por outro lado, raspadores devem evitar causar danos ao sistema, sendo sua função proteger. “Lâminas de limpeza devem mover-se pela correia quando uma emenda, seção danificada ou obstrução passar pelo ras- pador. Nesse caso, raspadores não devem usar um ângu- lo tão agressivo ou muita pressão, pois podem danificar a superfície da correia”, menciona. Também é importante manter o ângulo constante de limpeza das lâminas com ajustes regulares. Para selecionar um sistema de limpeza de correias, é preciso avaliar a largura e velocidade da correia, a carga sobre a mesma, o diâmetro do tambor, a características do material circulante, o tamanho da partícula, o teor de umidade, a temperatura, a abrasividade, a corrosividade e o comprimento do transportador. O especialista da Martin ainda acrescenta a neces- sidade de se ter espaço disponível para manutenção, a possibilidade de alterações nas características do ma- terial, as temperaturas extremas, os danos possíveis à www.revistaminerios.com.br | 33