T E C N OLOG IA
cular o nível de enchimento e a necessidade de reposição
das bolas metálicas.
Da reposição manual, diária e única, a mineradora con-
seguiu estabelecer um processo mais frequente ao longo do
dia, mas com menos bateladas do que a fase de automação
inicial. O processo dispensa a presença de um operador e a
moagem sofre perturbações mínimas. E aqui entra o papel
do software de controle avançado.
Ao ser usado na moagem – ele já era adotado em outras
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P ROC E SSOS
fases do processamento – o OCS-4D – permitiu um salto de
configuração: independente do consumo de bolas diárias,
o software altera a taxa de reposição e mantém o grau de
enchimento do moinho, ou seja, a quantidade de corpos
moedores.
Esse grau, por sua vez, é aferido indiretamente pela po-
tência do moinho, já incluindo as variações causadas pela
densidade da polpa de minério de ferro que alimenta a
moagem.
ME IO
AMB IE N T E
MUSA adotará armazenamento a seco de rejeitos
Augusto Diniz – Itatiaiuçu (MG)
A Mineração Usiminas (MUSA) irá implantar em sua
unidade de Itatiaiuçu (MG) um novo sistema de disposi-
ção de rejeitos filtrados. O investimento no projeto é de
R$ 140 milhões e deverá dar destinação aos rejeitos do
processo produtivo do minério de ferro.
“Trata-se de uma transformação tecnológica”, ava-
lia André Chaves, gerente-geral de Sustentabilidade da
Usiminas. Segundo ele, o processo de transição da bar-
ragem tradicional para um processo de filtragem e ar-
mazenamento 100% a seco é irreversível. O prazo para
conclusão das obras, após seu início, está estimado em
12 meses.
O processo de empilhamento do rejeito demanda
menor área para disposição. Além disso, à medida que
vai sendo formada, a pilha vai simultaneamente sendo
revegetada para fins ambientais e geotécnicos. A nova
metodologia também eleva os níveis de recuperação de
água.
Os materiais da planta serão enviados para uma
planta de filtragem, composta basicamente por proces-
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