Edição 559 Março/Abril OE-559_WEB | Página 16

Empresa atuante em PPPs de hospitais busca associação com construtoras
P a r c e r i a s P ú b l i c o- P r i v a d a s

Empresa atuante em PPPs de hospitais busca associação com construtoras

Augusto Diniz
A Vivante, empresa sediada
na capital paulista
composta pelo fundo de private
equity Axxon Group, que
detém 92 % de seu capital,
e mais dois executivos, Philippe
Enaud e Kléber Lima,
busca parcerias com construtoras
médias.
“ O nosso interesse em
parcerias com as empreiteiras
de médio porte, em grande
parte é por decorrência da
operação Lava-Jato, que afetou
Hospital Metropolitano em Belo Horizonte( MG), uma das PPPs da Vivante
as maiores construtoras
brasileiras”, explica Philippe Enaud, presidente da Vivante. O foco é ter essas empresas para ampliar sua atuação em áreas potenciais de concessão ou parcerias público-privadas( PPPs).
A Vivante já participa no Brasil de quatro PPPs no setor de saúde: Hospital do Subúrbio, em Salvador( BA); Hospital Novo Metropolitano, em Belo Horizonte( MG); Hospital Zona Norte, em Manaus( AM); e Hospital Regional Metropolitano, em Maracanaú( CE) – este último- e com previsão de inauguração em 2018.
“ As PPPs no setor de saúde fazem todo o sentido. É uma das respostas mais eficientes às necessidades prementes da população. A dificuldade atual é orçamentária. Um hospital de 400 leitos custa de R $ 250 milhões a R $ 300 milhões para ser construído. Depois, de R $ 200 milhões a R $ 250 milhões para funcionar”, conta, ressaltando em seguida as dificuldades do poder público assumir tal despesa.
A atuação da Vivante nas PPPs se dá desde o começo do projeto, incluindo estruturação de Sociedade de Propósito Específico( SPE), com participação minoritária no capex.“ Em geral, uma construtora regional encabeça o projeto. Aplicamos todo o nosso know how nos serviços não assistenciais e gestão macro do empreendimento, visando à otimização no uso dos recursos”, explica Philippe.“ São desenvolvidos benchmarkings com foco na busca do melhor custo-benefício para o empreendimento, com monitoramento de indicadores – só se pode melhorar aquilo que é mensurado”.
só nas PPPs que participa:“ Além de hospitais, atuamos com shopping centers e prédios comerciais, além de operações volantes”.
A estimativa conservadora do mercado de facilities brasileiro é de cerca de 1,5 % do PIB, avalia Philippe.“ Não há um consenso de quais atividades estão envolvidas neste grupo. Tradicionalmente, estão incluídas atividades classificadas em duas grandes categorias: hard, que é a manutenção multitécnica, e soft, que são os serviços de apoio”, diz.
A categoria hard envolve serviços de elétrica, mecânica, hidráulica, refrigeração, sistemas de automação, sistemas de combate de incêndio, civil, predial, equipamentos de linha de produção industrial, equipamentos clínicos e engenharia clínica; e gestão e operação de sistemas de utilidades, como ar comprimido, vácuo, energia elétrica, água quente e gelada e vapor. Já a categoria soft inclui serviços de apoio, como conservação e limpeza, jardinagem, mensageria, recepção, higienização hospitalar, controle de pragas etc.
“ Há uma janela de oportunidades abertas com a‘ crise’ do
Estado brasileiro- essencialmente inchado e muito pouco eficiente se comparado com o de outros países”, afirma.“ O empreendedor privado tem em sua essência a busca pela racionalização: fazer mais com menos, eficiência e eficácia, além da maior dinâmica na busca de inovações e melhorias incrementais e estruturais. Mas existe a necessidade de ser exigente no que tange às garantias e a segurança jurídica,
A empresa trabalha nas atividades de manutenção multitécnica e serviços de facilities. E não
Philippe Enaud
além de avaliar minuciosamente a viabilidade financeira de cada projeto.”
16 | O Empreiteiro | Março / Abril 2017