Edição 557 Dez/Jan OE-557_WEB | Page 8

F ó r u m d a E n g e n h a r i a / I n v e s t i m e n t o s
que terá no total 22 projetos. No Rio de Janeiro, a previsão é de 25 unidades novas. Já a rede Sabin programa aplicar R $ 100 milhões em 20 novas operações, que se somarão aos 225 unidades existentes.

Aché vai ter fábrica no Recife( PE) de R $ 500 milhões

A região metropolitana da capital foi escolhida para sediar uma fábrica e um centro de distribuição da indústria farmacêutica Aché, a primeira no Nordeste da empresa, com investimentos estimados em R $ 500 milhões, numa área de 250 mil m ².
A planta deve começar a produção em 2019. O complexo pode gerar 500 empregos diretos e 2.500 indiretos e a perspectiva é que ela atraia outras indústrias do ramo para se instalar no entorno.
Andrade Gutierrez faz emissão de R $ 1,6 bilhão para liquidar passivos
O valor obtido pela construtora Andrade Gutierrez com a emissão de debênture simples de R $ 1,6 bilhão será empregado na liquidação de passivos que ficarão zerados em 2017. No quarto trimestre de 2016, a empresa fechou R $ 4 bilhões em contratos no setor privado, como a Equatorial que venceu lotes de linhas de transmissão em outubro passado; obras na SP-255 administrada pela CCR( da qual a construtora é acionista); e duplicação da pista do aeroporto de Dundo, na Angola- ressalta-se sem financiamento do BNDES.
EDP pretende ampliar atuação na área de transmissão
Ao estrear no segmento de transmissão em outubro passado, ao ganhar um lote de 113 km de linha de transmissão no Espírito Santo, a EDP Energias do Brasil avalia participar de novos leilões neste segmento em 2017, para consolidar sua posição. Ao mesmo tempo, a empresa prioriza antecipar a conclusão da UHE São Manoel, no rio Teles Pires, na divisa entre os Estados de Mato Grosso e Pará, cujas obras estão 80 % executadas, sendo comissionadas as primeiras máquinas geradoras até o final de 2017.
Em distribuição, EDP não tem interesse nas distribuidoras que a Eletrobras pretende privatizar. A prioridade aqui é melhorar o desempenho da EDP Escelsa, elevando os investimentos em distribuição para R $ 400 milhões a R $ 500 milhões em 2017.
MRS quer renovar concessão de sua malha ferroviária
A MRS pediu a prorrogação antecipada da concessão, a vencer em 2026, e recebeu do governo os termos que servirão de referência para o aditivo contratual. A MRS pretende montar o seu projeto de novos investimentos até meados de 2017, visando obter mais 30 anos de concessão.
A malha ferroviária da MRS de 1.643 km atravessa 110 cidades nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, com 500 pontes e 140 túneis. Em dezembro, a empresa fechou duas décadas de operação da sua rede. O programa de investimentos é estimado em alguns bilhões de reais— considerando que sua malha é o dobro do tamanho da concessionária ferroviária Rumo, outra que também tenta a prorrogação do prazo de concessão.

Outlets vão dobrar em unidades até 2019

Favorecidos pela crise de consumo, que busca preços mais baixos, os chamados outlets— shoppings dedicados a lojas com produtos de fábrica com desconto— podem chegar ao total de 22 unidades até 2019. Quatro novos outlets estão previstos para abrir em 2017, elevando o faturamento do setor para R $ 4,5 bilhões.
Iguatemi e General Shopping, dois grupos tradicionais em shopping centers clássicos, também se voltam ao segmento de outlets. O Iguatemi opera seu primeiro outlet em Novo Hamburgo( RS), e planeja outros três nos próximos anos. O General Shopping tem quatro unidades funcionando e pretende dobrar esse número até final de 2018.
Uma razão crucial para a aposta neste tipo de empreendimento está no seu custo— um outlet tem valor médio de implantação em R $ 150 milhões, enquanto um shopping center requer investimento maior e que gira em torno de R $ 300 milhões.
8 | O Empreiteiro | Dezembro 2016 / Janeiro 2017