DUAS VISÕES DE UM MESMO LUGAR: O PORTO MARAVILHA SOB A ÓTICA DOS TURI DUAS VISÕES DE UM MESMO LUGAR: O PORTO MARAVILHA S | Página 37
POLUIÇÃO
Os resíduos sólidos que chegam à Baía são outro fator que compromete a
paisagem e ameaça a vida marinha, prejudicando a prática de esportes náuticos e
atividades de recreação em um dos principais cartões postais do Rio de Janeiro. Nada mais
triste que se deparar com enormes quantidades de lixo boiando nas águas.
De acordo com o biólogo Mario Moscatelli, que estuda a região há mais de 20
anos, 3/4 da superfície e margens da Baía estão degradados por esgoto e aporte de lixo.
Para ele, os dados oficiais sobre a quantidade de lixo e dejetos que chegam à Guanabara e
se depositam no seu leito, margens e mangue estão muito abaixo da realidade. Para ter uma
ideia da dimensão do problema, o biólogo explica que, em uma extensão de apenas 150
metros de manguezais em recuperação, ele mesmo já retirou 1.5 toneladas de resíduos (a
Baía tem extensão de cerca de 31 quilômetros).
O impacto do lançamento de resíduos na região não é apenas uma questão
estética, o lixo ameaça os ecossistemas – suprimindo-os como no caso dos manguezais.
São frequentes, por exemplo, a morte de tartarugas por sufocamento com plástico, que elas
confundem com alimento.
Texto retirado de uma publicação na página da UNIVESP, disponível em < http://pre.univesp.br/poluicao-na-baia-de-guanabara#.WiV1lVWnGUk/>, acesso em 03/12/2017.