Desde o momento em que vestiu pela primeira vez a camisola do FC Porto , Edu Lamas está seguro de ter tomado a melhor decisão . Rumou de Lisboa até à cidade Invicta para ajudar o clube que foi , durante muitos anos , rival direto do internacional espanhol . Agora , de azul e branco , nada o vai parar de celebrar conquistas atrás de conquistas pelos Dragões . Com o Dragão Arena como pano de fundo , o camisola 6 abordou os primeiros meses na formação de Ricardo Ares . “ Felizmente , tive a possibilidade de ultrapassar a primeira fase adaptação , porque já conheço o campeonato português há muitos anos . A minha incorporação no FC Porto foi muito boa , já conhecia todos os integrantes do plantel , com principal destaque para o Xavi Malián , com quem partilhei balneário no Liceo ”, começou por assinalar o hoquista , que salientou |
a forte receção de todo o plantel , o que “ ajudou a desfrutar de cada momento , sempre a trabalhar para garantir os objetivos ”. Entre a nova realidade e o contínuo trabalho no rinque , foram os adeptos que mais o surpreenderam na mudança . Edu Lamas , que por muitas épocas vestiu a camisola do Benfica , passou a sentir o ambiente do Dragão do seu lado . “ Para qualquer oponente , ganhar no Dragão Arena é muito complicado , não só pela qualidade da equipa , mas também pelo ambiente criado por todos os adeptos ”, comentou o espanhol , sem se esquecer da estrutura e organização de todo o clube , “ que permitiu o domínio das últimas épocas ”. “ Somos a equipa com mais títulos dos últimos 10 / 20 anos e estou muito feliz aqui ”. Se há pressão extra por jogar no campeão europeu , Edu Lamas esconde-a bem . “ Quando se chega a um clube como o FC Porto as ambições são sempre as máximas . |
Todos os títulos em jogo são disputados para se vencer e o histórico do clube exige isso mesmo . Isso é algo muito presente no balneário , porque todos os atletas querem vencer com esta camisola e entram em cada jogo para ganhar . Está dentro de cada um de nós ”, sublinhou .
HÓQUEI NO SANGUE Desde os tempos da formação no Liceo , Edu Lamas conhece o poderio do FC Porto , que ultrapassa qualquer fronteira . O espanhol destacou o decacampeonato como “ principal referência dos Dragões na Corunha ” e os confrontos em que espanhóis e portistas mediram forças na Liga dos Campeões , alguns deles em que o próprio participou . São as memórias de quem aprendeu a patinar na escola numa consequência lógica e inevitável de um longo histórico familiar com o hóquei muito presente no sangue : “ O meu pai foi presidente
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do Liceo durante muitos anos e o meu irmão também jogou durante muito tempo . Ele era o espelho em que me refletia , o meu maior exemplo no hóquei ”. Foi ao lado do irmão , que “ sempre ajudou e muitos conselhos ” lhe deu , que conquistou muitas vitórias e títulos pela formação da Corunha . “ São momentos que nunca me irei esquecer ”. A paixão pelo hóquei também é atribuída à velocidade com que se joga . “ Sempre convidei os meus colegas para irem ver os jogos ao pavilhão e , sempre que o faziam , ficavam impressionados com a rapidez . Uma coisa é ver pela televisão e outra totalmente diferente quando se está na bancada ”, até porque essa é a maior razão “ que chama mais pessoas ao pavilhão ”. “ Em Portugal , o hóquei em patins é um dos desportos que chama mais gente . Quando o FC Porto vai a qualquer lugar , enche sempre os pavilhões e nós tentamos |
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