A PRIMEIRA DO NOVO CAPITÃO
A IMPORTÂNCIA DE VOLTREGÀ
HÓQUEI EM PATINS
A conquista da Taça Continental 36 anos depois já é , por si só , histórica para o FC Porto , mas quatro Dragões viveram-na de uma maneira ainda mais especial . Em Voltregà , no reduto do adversário , Rafa , Gonçalo Alves , Xavi Malián e Telmo Pinto atingiram o máximo com a camisola azul e branca ao fecharem o pleno de troféus pelo clube . Em Portugal , já celebraram as conquistas do campeonato , da Taça de Portugal , da Supertaça e da Elite Cup , enquanto que , além fronteiras , ergueram a Liga dos Campeões , a Taça Continental e a Taça Intercontinental , sendo que esta última é a única do palmarés azul e branco . No panorama nacional bem como no internacional , não há mais nada para estes hoquistas vencerem de Dragão ao peito , ainda que o objetivo de repetir as conquistas esteja de forma permanente no pensamento de cada jogador . Uma caminhada de sucesso que teve outros protagonistas , como é o caso de Carlo Di Benedetto , merecedor do pleno se não fosse o período de lesão que atravessa que não lhe permitiu jogar ou sequer constar na ficha de jogo nesta “ final four ”. O mérito , assume Rafa , também pertence ao francês , juntando-o ao quarteto de Dragões que estiveram em ação na prova . “ Normalmente não costumo destacar individualidades , mas esta conquista é diferente de outras porque este era o título que me faltava no FC Porto , tal como ao Gonçalo , ao Xavi , ao Telmo e ao Carlo . É um marco importante nas nossas carreiras ”, começou por dizer o sub-capitão ainda na pista de Voltregà . O camisola 9 marcou no encontro decisivo e contribuiu diretamente para a vitória . “ Penso que somos os primeiros hoquistas a conquistar tudo pelo FC Porto e isso é de louvar . Sinto-me muito orgulhoso por ganhar e por continuar a vencer com esta camisola ”, sublinhou . Esta conquista foi mais um marco de sucesso para este plantel vencedor e para toda a equipa técnica , até porque alguns dos elementos só se encontram a um triunfo do pleno . Se analisarmos as pouco mais de duas temporadas de Ricardo Ares como treinador do FC Porto , apenas a Supertaça lhe foge no palmarés , tal como a
Iván Jaquierz , treinador adjunto , e a Ezequiel Mena . Um objetivo a ter em conta para a próxima época . No entanto , a participação do FC Porto na Taça Continental deve-se , também , ao que os azuis e brancos conseguiram em 2022 / 23 , quanto conquistou a Liga dos Campeões , e os ex-companheiros de equipa não foram esquecidos por Rafa : “ Quero lembrar os três colegas que muito contribuíram na última época para poderemos estar aqui , o Reinaldo García , o Xavi Barroso e o Tiago Rodrigues . O trabalho deles foi determinante e esta Taça também é deles ”.
A PRIMEIRA DO NOVO CAPITÃO
Com quatro golos em dois jogos , o camisola 77 foi o melhor marcador da competição , um rótulo que já não surpreende . Além de ter conquistado pela primeira vez a Taça Continental , o dia 1 de outubro vai ficar-lhe gravado na memória por ter erguido o primeiro troféu com a braçadeira . “ É um orgulho enorme poder ser capitão desta equipa . Queríamos muito conquistar este troféu , fomos melhores durante a final e merecemos isto . É o primeiro título da época e vamos por mais ”, sublinhou .
A IMPORTÂNCIA DE VOLTREGÀ
A vila de Voltregà vibrou com a Taça Continental , abanou
com o desfecho , mas não se esqueceu de aplaudir o desempenho do vencedor . Muitos Dragões têm ligação direta a este município de Barcelona e ainda mais ao clube que defrontaram na partida decisiva . Ricardo Ares esteve seis anos no comando da equipa , com Iván a adjunto , enquanto Xavi Malián fez toda a formação no Voltregà antes de sair para o Liceo da Corunha . Roc Pujadas , ainda que nunca tenha jogado no clube , cresceu a pouca distância do pavilhão . “ Não podia ter sido de outra forma ”, sublinhou Ricardo Ares , que dedicou esta conquista a dois elementos com que trabalhou na formação catalã que já partiram . “ Para onde quer que vá , estarão sempre comigo ”, disse o treinador basco .
61 REVISTA DRAGÕES OUTUBRO 2023