A celebrar o quarto ano de atividade , o Espaço João Espregueira Mendes ( EJEM ), no Museu Futebol Clube do Porto , marca a estreia da importante coleção Norlinda e José Lima na cidade do Porto . “ Humano , ainda demasiado humano ” é uma inédita oportunidade de contactar com autores internacionais a partir de obras de arte contemporânea selecionadas por Miguel von Hafe Pérez para o EJEM , sala já com mais de 50 mil visitas desde 2019 . A exposição reúne trabalhos em pintura , fotografia , desenho e escultura de Antón Patiño , Carlos Correia , Francisco Vidal , Gaetan , Harmen de Hoop , João Gabriel , Julião Sarmento , Noé Sendas , Rita Barros , Rui Serra , Vanessa Beecroft , Vicente de Mello e William Wegman saídos do acervo de arte contemporânea Norlinda e José Lima , um dos mais importantes de iniciativa privada em Portugal e acolhido |
em depósito no Centro de Arte Oliva ( São João da Madeira ). Jorge Nuno Pinto da Costa marcou presença na inauguração e foi atraído , particularmente , por uma composição fotográfica assinada por William Wegman . “ Sim , gostei mais dessa , mas não é por gostar muito de cães . Em todo o caso , cada uma no seu tempo e na sua arte , todas estas obras são notáveis ”, comentou o presidente do FC Porto , tocado , ainda , pela reflexão que o nome da exposição suscita : “ É interessante , embora nunca se seja demasiado humano . Penso que é preciso sermos o mais humanos possível , e por mais que se seja , nunca será demasiado . Mas é uma abordagem interessante e sugestiva ”. Com José Lima satisfeito pela oportunidade de , finalmente , apresentar obras da sua coleção na cidade do Porto – “ acho que é bom e está bonito ”, fez questão |
de sublinhar –, o curador Miguel von Hafe Pérez afirmou : “ A ideia era ligar pontos que fizessem sentido para o público em geral . E aí , a questão da representação e da autorrepresentação é muito importante , também , para percebermos que as imagens que os artistas nos trazem não têm um juízo moral . São imagens que interrogam e não dão respostas , porque a arte nunca deu respostas , não tem esse intuito instrutivo . São obras que , de alguma forma , criam um sobressalto ”.
SUCESSO !
O EJEM abriu ao público em março de 2019 e o sucesso da sala explica-se pelas exposições temporárias e os eventos associados para todas as idades , como “ Uma Conversa Entre …” ( com Miguel von Hafe Pérez e convidados ), visitas orientadas e oficinas com a marca de
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referência do Serviço Educativo do Museu FC Porto . “ Estou muito contente com os resultados . Com dois anos de pandemia pelo meio , já temos mais de 50 mil visitantes , o que nos transforma num dos espaços com ofertas de arte mais visitados no país ”, considerou João Espregueira Mendes , parceiro do Museu neste projeto cultural inovador . “ Humano , ainda demasiado humano ” decorre até 30 de setembro de 2023 , com entrada livre . É o quinto grande momento expositivo do EJEM , depois de “ Curiosidade Vertical ” – 500 anos de arte decorativa portuguesa ( 2019 ), “ Cintilações : obras maiores do séc . XX português na coleção Ilídio Pinho ” ( 2019 / 2020 ), “ O Relato , de Fernando José Pereira ” – primeira encomenda / exposição para esta sala ( 2021 / 2022 ) e “ Este mundo não nos pertence – obras da coleção Isabel Mota e Fernando Pereira ” ( 2022 ). |