Independentemente daquilo que a fase regular ditar , o extremo norte-americano acredita que “ estão reunidas as condições para se fazer algo de especial nesta época ”, até porque “ a atmosfera que existe é a de uma verdadeira família e isso faz toda a diferença dentro do campo ”. Por tudo isto e muito mais , o número 13 dos azuis e brancos aponta à conquista do título nacional : “ Vamos dar tudo de nós para darmos esta alegria aos nossos adeptos e para voltarmos a colocar o FC Porto no lugar mais alto do basquetebol português ”. Como se proporcionou a vinda para o FC Porto ? No clube em que estava antes de vir para o FC Porto as coisas não estavam a seguir o caminho certo e o treinador que me contratou foi despedido pouco tempo depois . Felizmente , permitiramme vir para o FC Porto e estou grato por isso , pois não tinham obrigação de o fazer em termos contratuais . Sempre me portei como um verdadeiro profissional e chegámos facilmente a um acordo
para terminar o meu contrato e poder vir para o FC Porto .
É mais difícil chegar a uma equipa sensivelmente a meio da época ?
Sem dúvida ! Quando cheguei , os
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meus companheiros já tinham o seu ritmo e a equipa já tinha uma química clara , já sabia como queria jogar . Quando cheguei , comecei por adaptar-me a tudo isso e foi uma luta muito grande , pois não queria pisar ninguém nem queria que pensassem que estou aqui a pensar em mim próprio e não na equipa . Já estávamos numa boa posição quando cheguei e tudo o que queria era ser mais um para ajudar a equipa a atingir os objetivos traçados . Talvez não tenha sido a melhor abordagem , pois desde o início que todos queriam que fosse mais agressivo e que , no fundo , fosse aquilo que sou verdadeiramente . Ainda bem que puxaram por mim e estou grato por isso aos meus companheiros e ao staff técnico . Agora sinto que confiam em mim a 100 % e fico feliz por poder retribuir toda essa confiança .
Sente que chegou de uma forma , por assim dizer , tímida ? Acredito que sim . Acima de tudo , quando cheguei , não queria desrespeitar ninguém em nenhum sentido . Não queria que os meus companheiros pensassem que estava aqui para tomar conta da equipa ou algo do género . O treinador Fernando Sá e os meus companheiros foram fundamentais para que agora consiga ser eu mesmo dentro do campo .
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Quão importante foi Fernando Sá neste processo de adaptação ? Foi muito importante ! Ele faz-me lembrar o treinador que tive no meu primeiro ano como profissional , na Bélgica , e dá para ver que ele é um treinador dos jogadores , até porque já foi jogador . Era precisamente o treinador que precisava nesta fase da minha carreira e é um privilégio poder trabalhar e aprender com ele . Ele dá muita confiança aos jogadores e ainda recentemente lhe disse que esta é a época em que mais me tenho divertido a jogar basquetebol desde o meu primeiro ano como profissional . Sinto-me muito confortável , mas ele puxa sempre pelo melhor de mim e obriga-me a ser melhor todos os dias . A confiança que ele me transmite faz com que seja um jogador muito mais confiante dentro do campo .
Ter um lote alargado de norteamericanos no plantel também facilitou a integração no grupo ? É claro que sim , até porque já conhecia grande parte dos americanos que cá estavam antes de vir . Joguei contra o Teyvon [ Myers ] e conheço pessoas que conheciam o Max [ Landis ], tal como o Brian [ Conklin ] e o Michael [ Finke ]. Eles facilitaram muito a minha integração e torna-se fácil jogar com craques destes , que têm
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“ SINTO-ME MUITO CONFORTÁVEL , MAS ELE [ FERNANDO SÁ ] PUXA SEMPRE PELO MELHOR DE MIM E OBRIGA-ME A SER MELHOR TODOS OS DIAS . A CONFIANÇA QUE ELE ME TRANSMITE FAZ COM QUE SEJA UM JOGADOR MUITO MAIS CONFIANTE DENTRO DO CAMPO .” |