Esta fotobiografia começa com imagens da sua infância e juventude , desde o momento em que se tornou sócio do FC Porto até às deslocações que fazia para acompanhar o clube por todo o país . Como é que se tornou portista ? Houve alguma influência decisiva ? Teve alguma influência de dois tios . Em minha casa , para os meus pais , o futebol era um assunto tabu , porque entendiam que prejudicava os estudos . Mas eu tinha um tio da parte da minha mãe que adorava futebol , |
esteve ligado ao FC Famalicão e era sócio do FC Porto – quando faleceu tinha um número muito baixo . E tinha outro que , curiosamente , era presidente do FC Porto quando nasci e depois foi muito anos vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol , quando havia aquele sistema anacrónico em que Lisboa indicava o presidente e o Porto o vice-presidente . Era o dr . Carlos Costa , irmão do meu pai . Foi com eles que me habituei desde criança a ir ao futebol . Lembro-me de que aos oito anos ia almoçar umas vezes com um , outra |
vezes com o outro , e depois íamos dar um passeio , que era sempre ir à Constituição ou onde o FC Porto jogasse . Os meus pais não queriam que eu fosse ao futebol e não sabiam . Quando chegávamos perguntavam “ Onde foram ?”, e eu dizia que tínhamos ido à Póvoa . Até que um dia eles descobriram , e como eu já estava habituado a ir , assim continuámos . Ao domingo nós íamos à missa ao meio-dia à Lapa , os meus tios também iam , e depois eu ia almoçar com eles . Foi aí que nasceu a minha paixão pelo FC Porto . |
Mas depois a sua avó também teve um papel importante … Na altura era preciso um adulto assinar a autorização para os menores serem sócios . Quando fiz 16 anos , a minha avó , que era amiga de uma pessoa da direção do FC Porto , o sr . Moreira de Sousa , arranjou uma proposta sem ninguém saber e assinou a autorização para eu ser sócio . A minha prenda de aniversário foi o cartão de sócio , que tinha o número 26.636 .
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