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Médio de inteligência incomum e técnica refinada , possuía a alma de um autêntico avançado . Em mais de 300 jogos , apontou 78 golos , cotando-se como um dos melhores e mais concretizadores médios da história do FC Porto , clube no qual somou nove títulos : uma Taça dos Campeões Europeus , uma Supertaça Europeia , uma Taça Intercontinental , um Campeonato Nacional , duas Taças de Portugal e três Supertaças de Portugal . Entre uma considerável dose de alegrias , sentiu a tristeza de uma derrota como a de Basileia , frente à Juventus , na final da extinta Taça das Taças , a 16 de Maio de 1984 . Foi do médio o golo portista na primeira grande aparição internacional . Insuficiente , contudo , para derrotar uma formação italiana a reboque de uma arbitragem tendenciosa . Esse é o remate de eleição para António Sousa . A DRAGÕES desafiou-o a eleger o melhor , o mais inesquecível ou o mais emblemático golo entre os 78 que festejou com a camisola azul e branca , e António Sousa elegeu precisamente o de Basileia , num remate rasteiro , forte e traiçoeiro , que ainda assim não chegou para os portistas erguerem a Taça das Taças . “ Foi um golo que teve uma visibilidade muito grande , por ser numa final , e acredito que chegou aos quatro cantos do mundo . Apesar de não ter sido suficiente para ganharmos , foi um golo que aconteceu num momento importante , não só para mim , mas também para o clube . Fiz outros grandes golos com a camisola do FC Porto , mas creio que este , à
Juventus , pelas circunstâncias , teve outro encanto ”, explicou António Sousa , que também não escondeu a ligação sentimental que mantém com o clube depois de visitar o Museu do FC Porto . “ O FC Porto desperta-me todas as sensações e mais algumas . Ainda tremo quando visito as instalações do clube , são momentos que me fazem viajar no tempo , que me fazem reviver situações que me marcaram . É uma alegria e um orgulho fazer parte desta história ”, garantiu . A capacidade concretizadora de António Sousa continuaria a revelar-se nas épocas seguintes à final de Basileia . A 13 de Janeiro de 1988 , na segunda mão da edição relativa à época de 1986 / 87 , saiu do pé direito do médio o pontapé que confirmou a conquista da Supertaça Europeia . Na primeira mão , foi o “ diabólico ” Rui Barros a silenciar Amesterdão . Antes disso , a 27 de Maio de 1987 , em Viena , ergueu a Taça dos Campeões Europeus e cumpriu os 90 minutos na reviravolta frente ao Bayern Munique ( 2-1 ), longe de imaginar que , meses mais tarde , a 13 de Dezembro , estaria a festejar a conquista da Taça Intercontinental diante do Peñarol ( 2-1 ), no nevão de Tóquio . A linhagem Sousa , iniciada por António , já viu o filho Ricardo vestir a camisola portista e também o neto Afonso , hoje jogador do Belenenses SAD .
“ Foi um golo que teve uma visibilidade muito grande , por ser numa final , e acredito que chegou aos quatro cantos do mundo . Apesar de não ter sido suficiente para ganharmos , foi um golo que aconteceu num momento importante , não só para mim , mas também para o clube .”