Dragões #409 Dez 2020 | Página 59

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Se a ocorrência de um hat-trick já é , reconhecidamente , um fenómeno raro , o registo de um póquer é ainda mais invulgar . Como aquele de Falcao , na noite mágica de 28 de abril de 2011 em que o FC Porto derrotou o Villarreal e afundou o “ submarino amarelo ” com cinco “ tiros ” no casco . Em jogo da primeira mão das meias-finais da Liga Europa , o avançado colombiano reclamou um lugar na galeria dos excecionais , fez quatro dos cinco golos com que os azuis e brancos deram a volta ao marcador e proporcionou ao Dragão o único póquer em mais de 17 anos de vida . ↑

Nem todos os hat-tricks a que o Dragão assistiu fizeram pular as bancadas de alegria , até porque há dois que os adeptos dispensavam ter visto . Com a equipa de André Villas-Boas já com a cabeça em Dublin , onde dez dias depois ganharia a Liga Europa , Pizzi fez o primeiro , num empate entre FC Porto e Paços de Ferreira ( 3-3 ). Quase sete anos depois , Sadio Mané apontou o segundo na vitória do Liverpool ( 5-0 ), que meses mais tarde jogaria a final da Liga dos Campeões .
REVISTA DRAGÕES DEZEMBRO 2020