Dragões #406 Set 2020 | Page 71

71 também em Viana do Castelo, Vila Real, Bragança e Viseu. A Área Metropolitana de Lisboa é outro polo agregador de um número significativo de sócios portistas – em 1977, porventura como resultado das migrações internas, já havia vários sócios na capital do país, mas eram menos e estavam muito mais isolados. Nas regiões mais despovoadas do interior e do Alentejo, o número de filiados também cresceu, ficando evidente que o portismo já tem expressão em todo o território nacional. François Guichard quiçá tenha exagerado quando escreveu no seu estudo que “o Futebol Clube do Porto, talvez melhor do que a cidade no seu conjunto, conseguiu tornarse a verdadeira expressão socio-desportiva do Norte inteiro face à capital”. Apesar de nessa altura o discurso de representação da região já ter sido assumido por vários dirigentes, o que é certo é que a geografia dos sócios do clube não o validava plenamente. Hoje o cenário já é muito distinto. O FC Porto ultrapassou as fronteiras do Porto, dominou o Norte e implantou-se em todo o país, enquanto nos estádios, nos pavilhões, nas pistas e nas estradas conquistava Portugal e o mundo. É hoje, sem qualquer dúvida, um clube com raiz numa cidade, orgulhoso representante de uma região, e que tem expressão nacional porque alcançou escala internacional. REVISTA DRAGÕES SETEMBRO 2020