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Tudo aquilo que encontrei desde
que cheguei ao FC Porto faz-me
sentir que estou em casa.
O que lhe pediu o treinador?
Acima de tudo, quis que
trouxesse a minha experiência,
que seja competitivo e que
treine todos os dias como
um verdadeiro profissional,
divertindo-me a fazê-lo.
Já conhecia alguma coisa
sobre o clube ou sobre a cidade
antes de vir para o FC Porto?
Confesso que não conhecia
muita coisa, mas assim que soube
que vinha para cá fiz a minha
pesquisa e falei com alguns amigos
basquetebolistas que já jogaram
em Portugal. Todos me disseram
que o FC Porto é um grande clube,
que a cidade é fantástica e que as
pessoas são muito simpáticas.
Como tem decorrido a
adaptação ao FC Porto e aos
novos companheiros?
Tem sido fantástica a adaptação.
Temos um grupo da equipa no
WhatsApp e falamos praticamente
todos os dias, mesmo estando
juntos nos treinos. Comecei a
habituar-me a eles e eles a mim
mesmo antes de chegar ao Porto.
Tive a possibilidade de conhecer
os meus companheiros antes
de me juntar a eles dentro do
campo e isso fez muita diferença.
O FC Porto tem seis norteamericanos
no plantel.
Isso torna a integração e a
adaptação mais rápidas?
Podemos dizer que sim, mas acima
de tudo acredito que os norteamericanos
têm uma mentalidade
diferente no que diz respeito
ao basquetebol. Aqui, os norteamericanos
têm a capacidade
de juntar toda a gente dentro do
coletivo e isso é muito importante.
Se temos seis norte-americanos,
é fantástico, porque somos
muito competitivos, gostamos
de partilhar a bola e somos
bons companheiros de equipa.
Todos somos grandes pessoas e
queremos funcionar como um
todo, como uma verdadeira equipa.
Os adeptos do FC Porto podem
esperar bom basquetebol?
Estamos aqui para ganhar e
nada mais. Não estamos aqui
para sermos medíocres e vamos
dar tudo para ganhar sempre,
todos os dias. Se ganharmos
o dia todos os dias, isso vai
dar-nos mais possibilidades
de sermos campeões.
Como se descreve
enquanto jogador?
Sou um competidor e alguém que
só pensa em ganhar, que detesta
perder. Ganhei campeonatos no
passado, tenho experiência, sou
um lutador e nunca vou deixar
de lutar, todos os dias. Tenho a
obrigação de estar ao meu melhor
nível para os adeptos em todos
os jogos, pois eles pagam para
nos ver e apoiar. É a obrigação de
todos os jogadores exibirem-se
num nível alto em todos os jogos.
Esse autorretrato enquadra-se
naquilo que é o jogador à Porto?
Eu morro dentro do campo se
for preciso. Isto é o que eu amo
fazer. Se amas alguma coisa, isso
torna-se a tua paixão. Quando te
tornas apaixonado por algo, fazes
o que for preciso para ganhar e ter
sucesso. Se for preciso sangue, suor
e lágrimas para ganhar, assim será.
O que é que o Jonathan
Fairell pode acrescentar
à equipa do FC Porto?
Acredito que posso acrescentar
“Estamos aqui para ganhar e nada
mais. Não estamos aqui para
sermos medíocres e vamos dar tudo
para ganhar sempre, todos os dias.
Se ganharmos o dia todos os dias,
isso vai dar-nos mais possibilidades
de sermos campeões.”
intensidade, ressalto, comunicação
e a minha experiência adquirida.
Moncho López afirmou que
o Jonathan Fairell daria um
upgrade defensivo à equipa…
Acredito que sim, pois sou um
jogador muito energético na
defesa e comunico muito com
os meus companheiros em
todas as situações. Acredito que,
quanto maior for a comunicação
dentro do campo, mais fácil
se torna jogar basquetebol. Se
não existe comunicação, as
coisas tornam-se mais difíceis.
A experiência que adquiriu
lá fora pode ser importante
para a equipa?
Acredito que sim. Todos
passamos por experiências na
vida que fazem de nós aquilo
que somos. Estive em França,
onde representei cinco equipas
em três anos, na Argentina, na
REVISTA DRAGÕES SETEMBRO 2020