Dragões #406 Set 2020 | 页面 63

63 Tudo aquilo que encontrei desde que cheguei ao FC Porto faz-me sentir que estou em casa. O que lhe pediu o treinador? Acima de tudo, quis que trouxesse a minha experiência, que seja competitivo e que treine todos os dias como um verdadeiro profissional, divertindo-me a fazê-lo. Já conhecia alguma coisa sobre o clube ou sobre a cidade antes de vir para o FC Porto? Confesso que não conhecia muita coisa, mas assim que soube que vinha para cá fiz a minha pesquisa e falei com alguns amigos basquetebolistas que já jogaram em Portugal. Todos me disseram que o FC Porto é um grande clube, que a cidade é fantástica e que as pessoas são muito simpáticas. Como tem decorrido a adaptação ao FC Porto e aos novos companheiros? Tem sido fantástica a adaptação. Temos um grupo da equipa no WhatsApp e falamos praticamente todos os dias, mesmo estando juntos nos treinos. Comecei a habituar-me a eles e eles a mim mesmo antes de chegar ao Porto. Tive a possibilidade de conhecer os meus companheiros antes de me juntar a eles dentro do campo e isso fez muita diferença. O FC Porto tem seis norteamericanos no plantel. Isso torna a integração e a adaptação mais rápidas? Podemos dizer que sim, mas acima de tudo acredito que os norteamericanos têm uma mentalidade diferente no que diz respeito ao basquetebol. Aqui, os norteamericanos têm a capacidade de juntar toda a gente dentro do coletivo e isso é muito importante. Se temos seis norte-americanos, é fantástico, porque somos muito competitivos, gostamos de partilhar a bola e somos bons companheiros de equipa. Todos somos grandes pessoas e queremos funcionar como um todo, como uma verdadeira equipa. Os adeptos do FC Porto podem esperar bom basquetebol? Estamos aqui para ganhar e nada mais. Não estamos aqui para sermos medíocres e vamos dar tudo para ganhar sempre, todos os dias. Se ganharmos o dia todos os dias, isso vai dar-nos mais possibilidades de sermos campeões. Como se descreve enquanto jogador? Sou um competidor e alguém que só pensa em ganhar, que detesta perder. Ganhei campeonatos no passado, tenho experiência, sou um lutador e nunca vou deixar de lutar, todos os dias. Tenho a obrigação de estar ao meu melhor nível para os adeptos em todos os jogos, pois eles pagam para nos ver e apoiar. É a obrigação de todos os jogadores exibirem-se num nível alto em todos os jogos. Esse autorretrato enquadra-se naquilo que é o jogador à Porto? Eu morro dentro do campo se for preciso. Isto é o que eu amo fazer. Se amas alguma coisa, isso torna-se a tua paixão. Quando te tornas apaixonado por algo, fazes o que for preciso para ganhar e ter sucesso. Se for preciso sangue, suor e lágrimas para ganhar, assim será. O que é que o Jonathan Fairell pode acrescentar à equipa do FC Porto? Acredito que posso acrescentar “Estamos aqui para ganhar e nada mais. Não estamos aqui para sermos medíocres e vamos dar tudo para ganhar sempre, todos os dias. Se ganharmos o dia todos os dias, isso vai dar-nos mais possibilidades de sermos campeões.” intensidade, ressalto, comunicação e a minha experiência adquirida. Moncho López afirmou que o Jonathan Fairell daria um upgrade defensivo à equipa… Acredito que sim, pois sou um jogador muito energético na defesa e comunico muito com os meus companheiros em todas as situações. Acredito que, quanto maior for a comunicação dentro do campo, mais fácil se torna jogar basquetebol. Se não existe comunicação, as coisas tornam-se mais difíceis. A experiência que adquiriu lá fora pode ser importante para a equipa? Acredito que sim. Todos passamos por experiências na vida que fazem de nós aquilo que somos. Estive em França, onde representei cinco equipas em três anos, na Argentina, na REVISTA DRAGÕES SETEMBRO 2020