Dragões #404 Jul 2020 | Page 69

69 EZEQUIEL MENA Natural de San Juan (Argentina), tal como Reinaldo García, iniciou a carreira no país natal de ambos. Em 2017, passou pelo Sport, pelo qual conquistou o campeonato brasileiro, antes de voltar à “capital mundial do hóquei em patins”, como descreveu o capitão portista na antevisão da Taça Intercontinental de 2018. Com vinte primaveras, mudou-se para Portugal e assinou pelo Oeiras que, à época, disputava a primeira divisão nacional. Os oito golos do avançado em 27 jornadas não foram suficientes para impedir a despromoção do emblema lisboeta, mas foram decisivos para receber uma proposta vinda de Barcelos. Noutra cidade hoquística, no Norte do país, Tomás Ezequiel Mena deu nas vistas ao encontrar as redes adversárias 20 vezes em 25 partidas. Na melhor liga do mundo, ajudou o Óquei de Barcelos a intrometer-se no lago dos tubarões onde nadam FC Porto, Sporting, Benfica e Oliveirense. Aos 22 anos, assina um contrato válido com os Dragões até 2024 e será o dono do dorsal número 8 do coletivo orientado por Guillem Cabestany. Com dois golos marcados em cinco internacionalizações pela seleção celeste, o jovem argentino não tem vergonha de assumir que vê “Nalo” como “um ídolo” com quem “vai ser um prazer jogar ao lado”. Mudar-se para os campeões em título “foi um sonho tornado realidade” e deixa Mena “muito feliz”. A famosa atmosfera do pavilhão portuense é algo de que o hoquista anseia beneficiar: “Tenho o sonho de jogar com o Dragão Arena cheio. Vai ser incrível. Não vejo a hora de começar a treinar e de começar a jogar pelo FC Porto. Vou dar tudo por esta camisola. Espero que a nossa equipa possa dar grandes alegrias e grandes vitórias aos adeptos”. REVISTA DRAGÕES JULHO 2020