Dragões #401 Abr 2020 | Page 44

44 Na Luz e, mais tarde, até sem luz. Quem não se lembra? Depois da vitória esmagadora no Dragão, ainda na primeira volta, quando o futebol- espetáculo de uma equipa terrivelmente sedutora produziu uma goleada de cinco golos sem resposta, o FC Porto foi a Lisboa confirmar a conquista do título de campeão nacional com golos de Guarín e Hulk. Resumindo, como Guarín resumiu, foi “histórico, pá!”. O campeonato terminava ali, com cinco jornadas por disputar e um final sublimado pelo apagão do sistema elétrico e a ativação do sistema de rega. Sem qualquer derrota no percurso, o FC Porto terminou a Liga com 21 pontos de vantagem sobre o Benfica e a ver Hulk transformar-se no melhor marcador da prova. Fidel Castro deixava a liderança do Partido Comunista de Cuba aos 84 anos de idade e três anos depois de se ter afastado da chefia do Estado. Era o fim de um percurso de mais de seis décadas na política ativa. Na ponta final de um trajeto de goleadas e exibições brilhantes, o FC Porto de André Villas-Boas foi a Dublin ganhar a Liga Europa ao Sporting de Braga de Domingos Paciência, com um voo de Falcao e um delicioso cruzamento de Guarín, daqueles a que se costuma chamar “passe açucarado”. Depois da primeira final europeia totalmente portuguesa, que fez de Villas-Boas o mais jovem treinador a vencer uma prova da UEFA e consagrou Falcao como o melhor marcador da competição, Helton, em dia de aniversário e com a ajuda do avançado colombiano, levantou o troféu de 15 quilos, o segundo do FC Porto, o segundo de toda a história do futebol português. Na Islândia entrava em erupção o vulcão Grímsvötn, provocando alguns transtornos no tráfego aéreo do Noroeste europeu. Poucos, de qualquer forma, se tivermos em consideração o que acontecera no ano anterior: a atividade do vulcão Eyjafjallajükull esteve na origem de um verdadeiro caos nas ligações aéreas do continente. Recorde- se, por exemplo, que a equipa do Barcelona que enfrentou o Inter de Milão nas meias-finais da Liga dos Campeões teve de viajar para Itália de autocarro. Duas semanas depois do título conquistado na Luz, o FC Porto voltou a Lisboa para eliminar o Benfica com estrondo e uma boa dose de surpresa, mas só em função da desvantagem de dois golos (2-0) que levava do Dragão. No jogo da segunda mão das meias-finais, os encarnados voltaram a ser triturados (3-1) pelo rolo compressor de Villas-Boas e pelos golos de João Moutinho, Hulk e Falcao. Na final do Jamor, onde James fez um hat-trick, houve mais do mesmo, com o Vitória de Guimarães a ser derrotado por 6-2 e o jovem treinador dos Dragões a completar uma série de quatro troféus numa época, o que só tinha sido conseguido em 1988, pelo FC Porto de Tomislav Ivic. 2011 2011 2011 2011 2011 03 DE ABRIL LIGA 19 DE ABRIL REVISTA DRAGÕES ABRIL 2020 18 DE MAIO LIGA EUROPA 21 DE MAIO 22 DE MAIO TAÇA DE PORTUGAL