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Na Luz e, mais tarde, até sem
luz. Quem não se lembra?
Depois da vitória esmagadora
no Dragão, ainda na primeira
volta, quando o futebol-
espetáculo de uma equipa
terrivelmente sedutora
produziu uma goleada de
cinco golos sem resposta,
o FC Porto foi a Lisboa
confirmar a conquista do
título de campeão nacional
com golos de Guarín e Hulk.
Resumindo, como Guarín
resumiu, foi “histórico, pá!”.
O campeonato terminava
ali, com cinco jornadas
por disputar e um final
sublimado pelo apagão do
sistema elétrico e a ativação
do sistema de rega. Sem
qualquer derrota no percurso,
o FC Porto terminou a Liga
com 21 pontos de vantagem
sobre o Benfica e a ver Hulk
transformar-se no melhor
marcador da prova.
Fidel Castro deixava
a liderança do
Partido Comunista
de Cuba aos 84
anos de idade e
três anos depois de
se ter afastado da
chefia do Estado.
Era o fim de um
percurso de mais
de seis décadas
na política ativa.
Na ponta final de um
trajeto de goleadas e
exibições brilhantes, o
FC Porto de André
Villas-Boas foi a Dublin
ganhar a Liga Europa ao
Sporting de Braga de
Domingos Paciência, com
um voo de Falcao e um
delicioso cruzamento de
Guarín, daqueles a que se
costuma chamar “passe
açucarado”. Depois da
primeira final europeia
totalmente portuguesa,
que fez de Villas-Boas
o mais jovem treinador
a vencer uma prova da
UEFA e consagrou Falcao
como o melhor marcador
da competição, Helton,
em dia de aniversário
e com a ajuda do
avançado colombiano,
levantou o troféu de 15
quilos, o segundo do
FC Porto, o segundo
de toda a história do
futebol português.
Na Islândia entrava
em erupção o vulcão
Grímsvötn, provocando
alguns transtornos
no tráfego aéreo do
Noroeste europeu.
Poucos, de qualquer
forma, se tivermos em
consideração o que
acontecera no ano
anterior: a atividade do
vulcão Eyjafjallajükull
esteve na origem de
um verdadeiro caos
nas ligações aéreas do
continente. Recorde-
se, por exemplo, que
a equipa do Barcelona
que enfrentou o Inter de
Milão nas meias-finais
da Liga dos Campeões
teve de viajar para
Itália de autocarro.
Duas semanas depois
do título conquistado na
Luz, o FC Porto voltou
a Lisboa para eliminar o
Benfica com estrondo
e uma boa dose de
surpresa, mas só em
função da desvantagem
de dois golos (2-0) que
levava do Dragão. No
jogo da segunda mão
das meias-finais, os
encarnados voltaram
a ser triturados (3-1)
pelo rolo compressor
de Villas-Boas e pelos
golos de João Moutinho,
Hulk e Falcao. Na final
do Jamor, onde James
fez um hat-trick, houve
mais do mesmo, com o
Vitória de Guimarães a
ser derrotado por 6-2 e
o jovem treinador dos
Dragões a completar uma
série de quatro troféus
numa época, o que só
tinha sido conseguido
em 1988, pelo FC Porto
de Tomislav Ivic.
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