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consigo entender bastante bem, mas
falar é que é mais difícil… De resto,
acabo por comunicar em inglês. sempre com a consciência de
que tudo isso só tem realmente
significado se mantivermos o foco.
Não pôde estar presente no
primeiro clássico da época, frente
ao Benfica, porque teve de viajar
para o Japão para estar com a sua
mulher durante o parto. Mesmo
assim, foi uma dupla vitória ser pai
e saber que os colegas ganharam
na Luz? O FC Porto chegou a estar a sete
de pontos do primeiro lugar,
mas era líder isolado quando o
campeonato foi interrompido. Há
segredos nesta recuperação?
O segredo é o trabalho e nunca
desistir, dia após dia e semana após
semana.
Fiquei muito feliz e foi efetivamente
uma dupla vitória. Sabíamos que
seria um jogo muito importante para
a equipa e vencê-lo foi sem dúvida
mais um momento de alegria para
mim.
Uma volta depois, o FC Porto
recebeu o Benfica com sete
pontos de desvantagem e estava
claramente mais pressionado
do que o adversário. O grupo
sentiu que aquele jogo podia
ser o momento de viragem no
campeonato?
No futebol tudo pode acontecer
e sempre acreditámos que a
recuperação seria possível. Foi
sem dúvida uma vitória muito
importante para o FC Porto, mas a
verdade é que ainda faltam disputar
muitos jogos e o Benfica não irá
certamente atirar a toalha ao chão.
Temos de nos manter focados no
trabalho diário, com o pensamento
de que nada está conquistado e que
temos de evoluir a cada dia e a cada
jogo para continuar na liderança.
O FC Porto venceu o Benfica e
reduziu a diferença para quatro
pontos. Na jornada seguinte,
apenas um ponto o separava da
liderança. O que é que a equipa
sentia nessa altura?
O ambiente era naturalmente muito
bom, mas sem euforias. O grupo
acreditou sempre que seria possível
recuperar os pontos perdidos, mas
REVISTA DRAGÕES ABRIL 2020
A união dos jogadores e o espírito
que reina no balneário faz com
que o grupo seja como uma família,
como muitos jogadores afirmam
constantemente?
É também por esse espírito que é tão
gratificante estar no FC Porto. Temos
um balneário em que os jogadores
se ajudam mutuamente. Aliás, isso
é algo que o mister pede e o grupo
corresponde sempre.
O número 10, que já foi por
exemplo de Deco, torna a camisola
mais pesada?
Quer na seleção japonesa quer no
FC Porto, tenho usado o número 10.
É um número associado a grandes
jogadores e, da minha parte, quero
aproveitar o momento, jogar com
alegria e fazer com que as pessoas
se divirtam a ver-me jogar.
“Os adeptos transmitem uma
força enorme, a mim e à equipa.
Vão sempre existir momentos
bons e menos bons, mas o
importante é mantermo-nos
juntos e unidos: mister, equipa
técnica, jogadores e adeptos.”
A nível individual, sente que
têm faltado golos à carreira de
Nakajima no FC Porto?
Sim…
Já foi utlizado nas alas e atrás do(s)
avançado(s). Há alguma área do
campo em que se sinta melhor?
São duas posições de que gosto e
nas quais me sinto confortável, mas
não tenho preferência.
Sérgio
Conceição
fala
constantemente da associação
do processo defensivo ao ofensivo