Dragões #401 Abr 2020 | Seite 14

14 consigo entender bastante bem, mas falar é que é mais difícil… De resto, acabo por comunicar em inglês. sempre com a consciência de que tudo isso só tem realmente significado se mantivermos o foco. Não pôde estar presente no primeiro clássico da época, frente ao Benfica, porque teve de viajar para o Japão para estar com a sua mulher durante o parto. Mesmo assim, foi uma dupla vitória ser pai e saber que os colegas ganharam na Luz? O FC Porto chegou a estar a sete de pontos do primeiro lugar, mas era líder isolado quando o campeonato foi interrompido. Há segredos nesta recuperação? O segredo é o trabalho e nunca desistir, dia após dia e semana após semana. Fiquei muito feliz e foi efetivamente uma dupla vitória. Sabíamos que seria um jogo muito importante para a equipa e vencê-lo foi sem dúvida mais um momento de alegria para mim. Uma volta depois, o FC Porto recebeu o Benfica com sete pontos de desvantagem e estava claramente mais pressionado do que o adversário. O grupo sentiu que aquele jogo podia ser o momento de viragem no campeonato? No futebol tudo pode acontecer e sempre acreditámos que a recuperação seria possível. Foi sem dúvida uma vitória muito importante para o FC Porto, mas a verdade é que ainda faltam disputar muitos jogos e o Benfica não irá certamente atirar a toalha ao chão. Temos de nos manter focados no trabalho diário, com o pensamento de que nada está conquistado e que temos de evoluir a cada dia e a cada jogo para continuar na liderança. O FC Porto venceu o Benfica e reduziu a diferença para quatro pontos. Na jornada seguinte, apenas um ponto o separava da liderança. O que é que a equipa sentia nessa altura? O ambiente era naturalmente muito bom, mas sem euforias. O grupo acreditou sempre que seria possível recuperar os pontos perdidos, mas REVISTA DRAGÕES ABRIL 2020 A união dos jogadores e o espírito que reina no balneário faz com que o grupo seja como uma família, como muitos jogadores afirmam constantemente? É também por esse espírito que é tão gratificante estar no FC Porto. Temos um balneário em que os jogadores se ajudam mutuamente. Aliás, isso é algo que o mister pede e o grupo corresponde sempre. O número 10, que já foi por exemplo de Deco, torna a camisola mais pesada? Quer na seleção japonesa quer no FC Porto, tenho usado o número 10. É um número associado a grandes jogadores e, da minha parte, quero aproveitar o momento, jogar com alegria e fazer com que as pessoas se divirtam a ver-me jogar. “Os adeptos transmitem uma força enorme, a mim e à equipa. Vão sempre existir momentos bons e menos bons, mas o importante é mantermo-nos juntos e unidos: mister, equipa técnica, jogadores e adeptos.” A nível individual, sente que têm faltado golos à carreira de Nakajima no FC Porto? Sim… Já foi utlizado nas alas e atrás do(s) avançado(s). Há alguma área do campo em que se sinta melhor? São duas posições de que gosto e nas quais me sinto confortável, mas não tenho preferência. Sérgio Conceição fala constantemente da associação do processo defensivo ao ofensivo