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uma revista que substituísse o
jornal O Porto. Trinta e oito anos
depois, Pinto da Costa explica
que a opção ficou a dever-se à
“fraca qualidade” daquele órgão
de comunicação e ao facto de
até ser “um motivo de divisão
entre a massa associativa”,
uma vez que “dava guarida a
permanentes questiúnculas
entre os adeptos”. Em entrevista
à edição inaugural da DRAGÕES,
o presidente explicou ainda
que o lançamento da revista
era “um passo importante na
modernização e lançamento
europeu do FC Porto”.
No feriado em que se assinalava
o 11.º aniversário da revolução de
abril, chegaram às bancas 10 mil
exemplares da nova publicação,
que tinha 44 páginas, custava
100 escudos – o equivalente a
dois euros, tendo em conta a
evolução dos preços – e trazia
como destaque a divulgação
de documentos inéditos
sobre Pedroto. O sucesso
foi imediato: em maio, já foi
necessário imprimir 20 mil
revistas; em junho, foram 30
mil – isto num tempo em que
o FC Porto tinha 60 mil sócios.
Quatrocentas edições depois,
Pinto da Costa faz um balanço
“extremamente positivo” do
projeto, que deu “grande realce
a acontecimentos importantes
que muita imprensa desportiva
ignorou”, como são os casos das
sete vitórias internacionais do
clube e das inaugurações do
Estádio do Dragão e do Museu.
É por isso que hoje, garante o
presidente, “a DRAGÕES permite
que qualquer pessoa possa
praticamente escrever a história
do FC Porto nestes 35 anos”.
Desde 1985, a revista sofreu
várias transformações. O corpo
redatorial não é o mesmo, a
linha gráfica também não, e o
papel já não é o único suporte
da publicação: desde janeiro
de 2016, existe uma edição
eletrónica que integra vários
conteúdos interativos. É
também esta capacidade de
adaptação aos novos tempos
que garante o futuro da
DRAGÕES. Para Pinto da Costa,
“é óbvio que deve continuar”.
Por três motivos, pelo menos:
pela “extrema qualidade”; por
ser “um produto reconhecido
pelos maiores clubes
europeus”; “e porque é uma
forma de se continuar a
escrever a história do FC Porto,
dia a dia e mês a mês”. No
fundo, “a DRAGÕES veio para
ficar”. Palavra de presidente.
REVISTA DRAGÕES MARÇO 2020