Dragões #400 Mar 2020 | Página 45

45 uma revista que substituísse o jornal O Porto. Trinta e oito anos depois, Pinto da Costa explica que a opção ficou a dever-se à “fraca qualidade” daquele órgão de comunicação e ao facto de até ser “um motivo de divisão entre a massa associativa”, uma vez que “dava guarida a permanentes questiúnculas entre os adeptos”. Em entrevista à edição inaugural da DRAGÕES, o presidente explicou ainda que o lançamento da revista era “um passo importante na modernização e lançamento europeu do FC Porto”. No feriado em que se assinalava o 11.º aniversário da revolução de abril, chegaram às bancas 10 mil exemplares da nova publicação, que tinha 44 páginas, custava 100 escudos – o equivalente a dois euros, tendo em conta a evolução dos preços – e trazia como destaque a divulgação de documentos inéditos sobre Pedroto. O sucesso foi imediato: em maio, já foi necessário imprimir 20 mil revistas; em junho, foram 30 mil – isto num tempo em que o FC Porto tinha 60 mil sócios. Quatrocentas edições depois, Pinto da Costa faz um balanço “extremamente positivo” do projeto, que deu “grande realce a acontecimentos importantes que muita imprensa desportiva ignorou”, como são os casos das sete vitórias internacionais do clube e das inaugurações do Estádio do Dragão e do Museu. É por isso que hoje, garante o presidente, “a DRAGÕES permite que qualquer pessoa possa praticamente escrever a história do FC Porto nestes 35 anos”. Desde 1985, a revista sofreu várias transformações. O corpo redatorial não é o mesmo, a linha gráfica também não, e o papel já não é o único suporte da publicação: desde janeiro de 2016, existe uma edição eletrónica que integra vários conteúdos interativos. É também esta capacidade de adaptação aos novos tempos que garante o futuro da DRAGÕES. Para Pinto da Costa, “é óbvio que deve continuar”. Por três motivos, pelo menos: pela “extrema qualidade”; por ser “um produto reconhecido pelos maiores clubes europeus”; “e porque é uma forma de se continuar a escrever a história do FC Porto, dia a dia e mês a mês”. No fundo, “a DRAGÕES veio para ficar”. Palavra de presidente. REVISTA DRAGÕES MARÇO 2020