CONJUNTURA DOS
A
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gora as estatísticas. De
agosto a março, 30 dos
50 golos do FC Porto
na Liga resultaram de
lances de bola corrida. E que melhor
exemplo do que lembrar aquele
golo de Jesús “Tecatito” Corona em
Moreira de Cónegos, a 10 de janeiro.
O internacional mexicano estreou-
se a marcar na atual edição da Liga
com um remate em arco e com a bola
a entrar junto ao ângulo superior Douglas, após um passe soberbo de
Mbemba, e desatou o nó do empate,
fazendo o 2-1 para os azuis e brancos.
Mais do que garantir a vitória do
FC Porto no Estádio D. Afonso
Henriques, o golo de Marega reduziu
a distância para o primeiro lugar do
campeonato para apenas um ponto e
abalou o mundo, depois de o maliano
ter abandonado o relvado debaixo de
um coro de insultos racistas. Naquele
dia e nos seguintes, em pleno século
esquerdo da baliza. Uma obra-prima
que acabou por ser distinguida como
o melhor golo do mês de janeiro.
De canto, o FC Porto marcou 10
golos e aqui recordamos também
o cabeceamento de Iván Marcano
após pontapé de canto cobrado
por Tecatito, no último suspiro do
jogo em Portimão. O central ganhou
nas alturas e garantiu a quarta
vitória consecutiva do FC Porto no
campeonato.
De livre, os Dragões marcaram até
aqui três golos, capítulo em que a
cobrança de Sérgio Oliveira - seguida
do golo de cabeça de Marcano ao
minuto 76, nos Açores, diante do
Santa Clara - surge como um bom
exemplo.
Da meia centena de golos, o
FC Porto marcou cinco de penálti
e um deles no Estádio do Dragão,
no clássico com o Benfica. Alex
Telles, ao minuto 38, assumiu
a responsabilidade e marcou o
sétimo golo no campeonato; golo
importante, que relançava o jogo
e deixava o FC Porto a vencer por
2-1. Os dragões garantiram o triunfo
por 3-2 e reduziram, à 20.ª jornada,
a desvantagem para o Benfica para
quatro pontos.
Fizemos mais contas e dos 50 golos
do FC Porto, 19 foram marcados de
pé direito. Quem não se lembra
do Vitória de Guimarães-FC Porto
a 16 de fevereiro? Moussa Marega
certamente não esquecerá a data.
O maliano picou a bola por cima de XXI, fomos todos Marega.
De pé esquerdo, os azuis e brancos
marcaram 15 dos 50 golos. Recuamos
até 10 de novembro, no Estádio
do Bessa. No dérbi com o Boavista,
uma bomba de Alex Telles garantiu,
ao minuto 9, mais três pontos para
o Dragão.
De cabeça, o FC Porto marcou 13
golos. Recordemos o de Zé Luís no
Estádio do Dragão, diante do Vitória
de Setúbal, em noite de hat-trick do
cabo-verdiano: livre de Alex Telles,
desvio de Pepe, cabeceamento
preciso de Zé Luís. Deu para
visualizar? A Makaridze, o guarda-
redes do Vitória, não serviu de nada.
As estatísticas dizem-nos ainda que
dos 50 golos do FC Porto, 47 (com
três autogolos à mistura) foram
conseguidos dentro da área. A
esse propósito, recordamos o belo
gesto técnico de Marcano, após
cruzamento de Otávio, frente ao
Desportivo das Aves, no Dragão. O
FC Porto venceu por 1-0 e regressou
às vitórias no campeonato com o
golo do central espanhol.
O FC Porto marcou ainda três golos
de fora da área. Recuperamos o
de Alex Telles a 23 de fevereiro no
FC Porto-Portimonense. Após passe
subtil de Marcano, o lateral brasileiro
encheu o pé e surpreendeu Shuichi
Gonda. Gritou-se golo a plenos
pulmões e sambou-se noite dentro,
porque aquele golo deixava o
FC Porto no primeiro lugar, ainda
que à condição.
REVISTA DRAGÕES MARÇO 2020