Dragões #400 Mar 2020 | Page 23

CONJUNTURA DOS A 23 gora as estatísticas. De agosto a março, 30 dos 50 golos do FC Porto na Liga resultaram de lances de bola corrida. E que melhor exemplo do que lembrar aquele golo de Jesús “Tecatito” Corona em Moreira de Cónegos, a 10 de janeiro. O internacional mexicano estreou- se a marcar na atual edição da Liga com um remate em arco e com a bola a entrar junto ao ângulo superior Douglas, após um passe soberbo de Mbemba, e desatou o nó do empate, fazendo o 2-1 para os azuis e brancos. Mais do que garantir a vitória do FC Porto no Estádio D. Afonso Henriques, o golo de Marega reduziu a distância para o primeiro lugar do campeonato para apenas um ponto e abalou o mundo, depois de o maliano ter abandonado o relvado debaixo de um coro de insultos racistas. Naquele dia e nos seguintes, em pleno século esquerdo da baliza. Uma obra-prima que acabou por ser distinguida como o melhor golo do mês de janeiro. De canto, o FC Porto marcou 10 golos e aqui recordamos também o cabeceamento de Iván Marcano após pontapé de canto cobrado por Tecatito, no último suspiro do jogo em Portimão. O central ganhou nas alturas e garantiu a quarta vitória consecutiva do FC Porto no campeonato. De livre, os Dragões marcaram até aqui três golos, capítulo em que a cobrança de Sérgio Oliveira - seguida do golo de cabeça de Marcano ao minuto 76, nos Açores, diante do Santa Clara - surge como um bom exemplo. Da meia centena de golos, o FC Porto marcou cinco de penálti e um deles no Estádio do Dragão, no clássico com o Benfica. Alex Telles, ao minuto 38, assumiu a responsabilidade e marcou o sétimo golo no campeonato; golo importante, que relançava o jogo e deixava o FC Porto a vencer por 2-1. Os dragões garantiram o triunfo por 3-2 e reduziram, à 20.ª jornada, a desvantagem para o Benfica para quatro pontos. Fizemos mais contas e dos 50 golos do FC Porto, 19 foram marcados de pé direito. Quem não se lembra do Vitória de Guimarães-FC Porto a 16 de fevereiro? Moussa Marega certamente não esquecerá a data. O maliano picou a bola por cima de XXI, fomos todos Marega. De pé esquerdo, os azuis e brancos marcaram 15 dos 50 golos. Recuamos até 10 de novembro, no Estádio do Bessa. No dérbi com o Boavista, uma bomba de Alex Telles garantiu, ao minuto 9, mais três pontos para o Dragão. De cabeça, o FC Porto marcou 13 golos. Recordemos o de Zé Luís no Estádio do Dragão, diante do Vitória de Setúbal, em noite de hat-trick do cabo-verdiano: livre de Alex Telles, desvio de Pepe, cabeceamento preciso de Zé Luís. Deu para visualizar? A Makaridze, o guarda- redes do Vitória, não serviu de nada. As estatísticas dizem-nos ainda que dos 50 golos do FC Porto, 47 (com três autogolos à mistura) foram conseguidos dentro da área. A esse propósito, recordamos o belo gesto técnico de Marcano, após cruzamento de Otávio, frente ao Desportivo das Aves, no Dragão. O FC Porto venceu por 1-0 e regressou às vitórias no campeonato com o golo do central espanhol. O FC Porto marcou ainda três golos de fora da área. Recuperamos o de Alex Telles a 23 de fevereiro no FC Porto-Portimonense. Após passe subtil de Marcano, o lateral brasileiro encheu o pé e surpreendeu Shuichi Gonda. Gritou-se golo a plenos pulmões e sambou-se noite dentro, porque aquele golo deixava o FC Porto no primeiro lugar, ainda que à condição. REVISTA DRAGÕES MARÇO 2020