Dragões #400 Mar 2020 | Page 12

12 C hegou a Portugal depois de ter jogado na Argentina, na Colômbia e no México. Em que é que o campeonato português é diferente de qualquer um dos outros? Portugal tem um futebol muito dinâmico. A diferença mais evidente é que nas outras ligas em que joguei o nível das equipas é mais equilibrado. Aqui, em Portugal, com muito respeito por todas as outras, são sempre o FC Porto, o Benfica, o Sporting e o Braga que estão na luta. E o FC Porto? É um clube diferente de qualquer outro em que já tenha jogado? Sem dúvida que o FC Porto é a melhor equipa em que estive ao nível da organização, do apoio, do compromisso com o jogador e a família. Para mim, é um fator muito importante. Como desportistas, sabemos que só temos de nos preocupar com treinar e jogar, porque sabemos que a nossa família vai ser sempre bem cuidada pelo clube. A opinião do James Rodríguez, com quem já tinha jogado, foi determinante para aceitar o desafio europeu no FC Porto? Sim, claro que as opiniões do James Rodríguez e do Radamel Falcao, que são meus companheiros na seleção da Colômbia e tiveram um grande passado no FC Porto, foram muito importantes para que eu decidisse vir para este clube. Na seleção da Colômbia é treinado por um português, Carlos Queiroz. Como tem sido essa experiência? Desde a chegada de Carlos Queiroz, o método de jogo da seleção da Colômbia mudou muito para melhor. Com o trabalho que vimos fazendo, potencializamos mais o coletivo, o REVISTA DRAGÕES MARÇO 2020 tático, e isso vai ajudar-nos mais nas competições que teremos no futuro. Chegar com o Marchesín, com q u e m j ogo u n o A m é r i c a , e reencontrar o Luis Díaz tornou o processo de adaptação mais fácil? Quando se chega a um lugar novo, com um novo idioma e novas culturas, é importante poder encontrar pessoas que se conhece, torna a adaptação muito mais fácil. Sinto-me afortunado por ter essa vantagem. Sérgio Conceição é conhecido pelo elevado grau de exigência que coloca em cada treino e em cada jogo, e até pelas “duras” que por vezes dá aos jogadores. Fale-nos sobre isso e da importância dessa exigência para o crescimento da equipa. O n íve l a l to q u e e x i s te n o FC Porto deve-se principalmente ao profissionalismo e à qualidade dos jogadores, mas a exigência do mister faz-nos sempre dar 200%, porque ele não gosta nada que alguém não dê tudo o que tem. Esperavam reverter sete pontos de desvantagem num ponto de vantagem sobre o Benfica em pouco mais de 20 dias? Sim, a verdade é que nunca duvidámos do que poderíamos conseguir como equipa. Sabíamos que faltavam muitos jogos e que se nos focássemos poderíamos alcançar o lugar que o FC Porto merece. Acha que as vitórias do FC Porto nos três clássicos desta temporada demonstram qual é a melhor equipa portuguesa da atualidade? Não sei se demonstram qual é a melhor equipa, mas demonstram para o que é que estamos preparados e qual é o nível e a qualidade deste FC Porto. “Sabíamos que faltavam muitos jogos e que se nos focássemos poderíamos alcançar o lugar que o FC Porto merece.”