Dragões #364 Fev/Mar 2017 | Página 42

HÓQUEI EM PATINS # 42

HÓQUEI EM PATINS # 42

REUS NO PROCESSO EUROPEU

Os caminhos de FC Porto Fidelidade e Reus Deportiu voltam a cruzar-se para reeditar um duelo antigo, com quase meio século de história na Liga Europeia. Nesta época, à imagem da de 2012 / 13, a última vez em que se encontraram no rinque, estes dois campeões europeus enfrentam-se nos quartos de final da mais prestigiada competição internacional de clubes de hóquei em patins. Há quatro anos, os catalães começaram por vencer em casa por 3-2, mas foram os portistas quem seguiram para a final a quatro, à custa de uma vitória por 6-4 no Dragão Caixa. Desta vez, inverte-se a ordem dos jogos numa eliminatória que se espera que tenha a mesma sentença. arcelona, Reus,
Vic, Voltregà, Igualada e Vendrell são clubes com lugar na história do FC Porto, tantas foram as vezes que se defrontaram nas pistas europeias. Todos eles nasceram na Catalunha, uma potência do hóquei mundial, onde, na época passada, estavam inscritas mais de mil equipas na respetiva Federação de Patinagem regional. Desta vez, direcionamos a lupa a um clube centenário, um dos mais titulados e respeitados do país vizinho: cinco vezes campeão de Espanha, sete da Europa, uma vez do mundo.“ É uma equipa muito forte. No campeonato encadeou muitas vitórias consecutivas. Tem um plantel muito forte, reforçou-se muito bem esta época e, além disso, no seu pavilhão, normalmente, em jogos importantes, vive-se um ambiente de morte também”, observa Guillem Cabestany, o treinador catalão dos azuis e brancos. O Reus chega ao playoff de peito feito, depois
TEXTO: JOÃO QUEIROZ FOTOS: ADOPTARFAMA
de ter terminado líder do Grupo C, com cinco vitórias e apenas uma derrota consentida no último jogo, quando o primeiro lugar já estava matematicamente garantido. Em Espanha, acaba de ser finalista da Taça do Rei, derrotado( 3-4) pelo rival Barcelona, líder do campeonato, com seis pontos de vantagem sobre o próximo adversário dos Dragões que partilhava o segundo ligar da tabela com o Vic ao fim das 19 rondas realizadas até fevereiro. A grande força do Reus, acrescenta-se, está entre as quatro paredes de casa: 22 jogos realizados, 22 jogos ganhos.“ É uma equipa que, se está nos seus dias, mais inspirada, é muito perigosa e que é, sobretudo, muito forte a jogar em casa. Temos, portanto, que fazer um bom jogo e conseguir um bom resultado no jogo no Dragão Caixa, para depois resolvermos a eliminatória num pavilhão que tem um piso diferente, em tijoleira, e ao qual o Reus está,
TON BALIU:“ É UMA EQUIPA QUE, SE ESTÁ NOS SEUS DIAS, MAIS INSPIRADA, É MUITO PERIGOSA E QUE É, SOBRETUDO, MUITO FORTE A JOGAR EM CASA”.
naturalmente, muito mais adaptado”, explica o defesa / médio Ton Baliu, que na época passada representava o Igualada. O guarda-redes Carles Grau, que o FC Porto recrutou ao Vic no verão passado, também conhece bem o Reus e a veia goleadora da equipa treinada pelo ex-internacional italiano Enrico Mariotti:“ Marcam muitos golos, mas nós também somos uma equipa eficaz e no campeonato temos, até agora, a defesa menos batida. Penso que vêm cá à procura de um resultado curto, por isso na primeira mão, pelo menos, não creio que se marquem muitos golos. Ou melhor, esperemos que para nós haja, para eles não”. Nos seis jogos europeus os catalães apontaram 25 golos; nas primeiras 19 jornadas da Liga espanhola já festejaram 88( tantos quantos
REVISTA DRAGÕES fevereiro / março 2017

RESUMO DO JOGO EM QUE FC PORTO E REUS

SE ENCONTRARAM PELA ÚLTIMA VEZ