TEMA DE CAPA # 12
TEMA DE CAPA # 12
Alguma vez imaginou ser possível começar da forma que começou no FC Porto? Nunca imaginei que a minha história aqui começasse assim. Estou muito feliz por ter começado tão bem e espero continuar a fazer bons jogos e a ajudar o FC Porto.
O que lhe passou pela cabeça no momento em que soube que ia ser titular contra o Sporting? Confesso que fiquei um pouco nervoso, mas quando subi ao relvado e ouvi aquele barulho todo dos nossos adeptos, o nervosismo desapareceu. Foquei-me naquilo que tinha de fazer e fui muito feliz por ter conseguido marcar dois golos na minha estreia.
“ Fiquei várias noites sem dormir quando soube da possibilidade de vir para o FC Porto. Queria sentir este prazer de jogar num clube com esta grandeza.”
Qual foi a sensação de decidir um clássico no jogo de estreia e logo num Estádio do Dragão cheio? No primeiro golo, nem sabia se havia de comemorar, se corria ou se chorava. Foi realmente uma emoção muito grande e quase nem tenho palavras para a descrever. Esses dois golos vão ficar para sempre marcados em mim, mas mais importante do que esses golos foi a garra e a atitude da equipa. A nossa união foi essencial para essa vitória.
Como foi marcar em Guimarães? Foi estranho, porque duas semanas antes daquele jogo eu estava a defender as cores do Vitória de Guimarães. Como já disse, vivo sempre o clube no qual jogo e quando entro em campo procuro dar tudo para o defender. Fui feliz em fazer o golo e não festejei por respeito ao Vitória de Guimarães e aos seus adeptos.
A união e amizade do grupo é algo constantemente realçado pelos jogadores. Foi esse o balneário que encontrou quando chegou? Sem dúvida. Quando se muda de clube, dáse muita importância ao ambiente que se encontra no balneário. No nosso, toda a gente se dá bem e todos brincam uns com os outros. Somos unidos até no simples facto de subirmos todos juntos para o relvado antes do treino. Existe uma grande união entre todos e isso é muito importante numa equipa.
Também por aí se explica que se tenha adaptado tão bem e tão rapidamente? Com certeza. Como costumo dizer, sou um cara de grupo. Cheguei um pouco tímido e envergonhado, mas o grupo recebeu-me de braços abertos e toda a gente é nota 10.
Que coisas lhe pede o treinador? Ele é muito exigente nos treinos e está sempre a puxar por nós. Procuro ter sempre na minha cabeça tudo o que ele me pede nos treinos e transportar isso para os jogos. Essencialmente, pede-me para ajudar a equipa e dar o meu máximo. Não me pede golos, porque um avançado não vive só de golos.
O que lhe disseram os colegas no final desse jogo? Antes do jogo eles já me tinham dado força e desejaram-me boa sorte. No final, deram-me os parabéns e eu agradeci a todos, em especial ao Iker, pela grande defesa que fez já perto do fim. Eles agradeceram-me e eu agradecilhes, porque sem eles os meus golos não teriam valido de nada. É um grupo humilde e maravilhoso, do qual tenho um grande orgulho em fazer parte.
O Soares já sabe, ou já sabia mesmo antes de chegar, o que é um jogador à Porto? Já tinha ouvido essa expressão. Antes de assinar pelo FC Porto, já me tinham dito que aqui só se baixa a cabeça para beijar o símbolo. Identificome com o clube pela minha forma de estar e de jogar e vou dar sempre tudo pelo FC Porto.
Sente-se um jogador à Porto? Agora sim, sinto-me um jogador à Porto. Ouvia falar de como é um jogador à Porto e sinto que
REVISTA DRAGÕES fevereiro / março 2017