Dragões #479 Out 2026 | Page 76

VOLEIBOL
OUTUBRO 2026 REVISTA DRAGÕES a visita guiada e ajudou a entender o peso da camisola. As reforços Grace Calnan e Annie Cesar“ já sabiam que a Supertaça ia ser importante”, mas só em conversa com os antigos jogadores perceberam“ a relevância que este troféu tem para as outras modalidades”. Que o FC Porto é uma família em que a vontade de vencer atravessa gerações já ninguém tem dúvidas, por isso é que quando todos remam na mesma direção, a ambição de conquistar mais um troféu ganha outra força. Em campo só há uma forma de honrar esta mística: ganhar.
Ponto extra nas bancadas
A conquista da Supertaça começou a ser esboçada muito antes do primeiro serviço, mas foi nas bancadas do pavilhão que encontrou uma força maior. A conversa com os antigos craques deu“ uma ajuda extra”, mas dentro do campo há algo que nenhuma lição consegue substituir: o apoio dos adeptos. Num desporto em que cada ponto faz a diferença, toda a ajuda é bem-vinda, e foi a pensar nisso que Miguel Coelho lançou um desafio aos portistas dias antes de mais uma final frente ao Sporting de Braga. O objetivo era“ fazer o que ainda ninguém tinha feito” e“ encher o setor dedicado ao clube”, mas os adeptos excederam as expectativas e transformaram o Municipal de Santo Tirso numa extensão do Dragão Arena.“ Parecia que estávamos a jogar em casa”, confidenciaram as vencedoras, cientes de que“ a responsabilidade só aumenta”, até porque a presença dos adeptos foi uma verdadeira demonstração de confiança na equipa e agora é preciso retribuir o esforço dos verdadeiros obreiros de mais uma conquista.
O troféu chegou ao destino
Os festejos não se cingiram ao recinto do jogo. Nove dias depois, a equipa de voleibol juntou-se à de basquetebol e rumou ao Museu FC Porto, o destino final das Supertaças de ambas as modalidades. O troféu deixou de ser uma ambição e passou a fazer parte do espólio portista, dando por terminado um ano de muito sucesso e abrindo caminho a novos desafios. Para Miguel Coelho, erguer“ o terceiro título nacional consecutivo” foi“ uma forma de honrar o que foi feito” em 2025 / 26 e de“ devolver ao FC Porto todo o trabalho que o clube fez pela equipa”. Já Saška Đurović explicou que“ vencer títulos aumenta a confiança e reforça a vontade de dar ainda mais em cada treino e em cada jogo”.“ Orgulhoso por mais uma conquista”, o presidente André Villas-Boas lembrou que“ estes troféus aumentam o compromisso” e“ servem de força e de energia para o resto da temporada”, até porque“ a ambição continua” e“ é preciso ter a cabeça no sítio para revalidar o título nacional” – que será sempre o principal objetivo de cada temporada. A Supertaça já tem morada no Museu, ao lado dos outros dois troféus que testemunham uma caminhada histórica, mas para as campeãs esta conquista não representa um ponto final. No final do dia, há sempre espaço para mais um título na coleção azul e branca.
DEPOIS DA PRIMEIRA DOBRADINHA, O FC PORTO JUNTOU A SUPERTAÇA À COLEÇÃO. EM SANTO TIRSO, MAIS DE MIL ADEPTOS AJUDARAM AS CAMPEÃS A COMEÇAR A ÉPOCA COMO TINHAM ACABADO A ANTERIOR: A GANHAR.
Na rede, a número 17 Caylen Alexander fez o ponto decisivo e proporcionou o primeiro motivo para festejar em 2026 / 27.
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