Dragões #479 Out 2026 | Page 72

BASQUETEBOL
OUTUBRO 2026 REVISTA DRAGÕES

Já com os cinco reforços Childe Dundão, André Bessa, James Woodard, Thomas Bropleh e Xeyrius Williams entre os eleitos de Fernando Sá, o coletivo portista teve de fazer das tripas coração para regressar a casa com a bagagem mais pesada, mas quando se tem o Dragão ao peito é sempre até ao fim. Childe Dundão, Thomas Bropleh e Xeyrius Williams tiveram entrada direta no cinco inicial e a verdade é que o primeiro período proporcionou um bom espetáculo, mas terminou com o Sporting na frente( 22-26). Menos certeiro do que é habitual, o FC Porto não conseguiu reagir nos dez minutos que se seguiram e foram mesmo os lisboetas a recolher aos balneários com uma vantagem na casa dos dois dígitos( 31-41). À ida para o descanso, Thomas Bropleh( 12 pontos) era o único Dragão verdadeiramente inspirado a nível ofensivo, mas tudo seria diferente na etapa complementar. O intervalo acabou por ser um ótimo conselheiro para os azuis e brancos, que regressaram do descanso com um parcial de 11-2, encostando no marcador e relançando a discussão pelo troféu. À entrada para os derradeiros dez minutos do tempo regulamentar, apenas um ponto separava as duas equipas, ainda com vantagem para o Sporting( 51-52). Embalados pela performance após o intervalo e pelo apoio incessante dos portistas nas bancadas, os campeões

A recuperação também começou nas palavras: James Woodard pediu união à equipa e deixou Fernando Sá mais confiante na reviravolta.
nacionais entraram melhor no período da decisão, assumiram a liderança do placar e nunca mais a largaram até ao soar da buzina, garantindo assim a vitória no clássico e mais um troféu para o Museu FC Porto. Thomas Bropleh( 20 pontos, 4 ressaltos e 4 assistências), que regressou ao clube quase 10 anos depois, foi o melhor marcador dos Dragões e os números que fez valeram-lhe a distinção de MVP da partida, com 23.0 de valorização. Corey Allen( 11 pontos e 4 assistências) e Gonçalo Delgado( 11 pontos) foram as outras individualidades portistas a faturar nas dezenas, mas Xeyrius Williams( 9 pontos e 6 ressaltos) e Tanner Omlid( 9 pontos) não ficaram longe.
O denominador comum
O troféu que assinala a nona Supertaça do palmarés azul e branco já está no Museu FC Porto e André Villas- Boas acredita que“ estas conquistas aumentam o compromisso para o resto da época”.“ Temos orgulho nestas conquistas, queremos sempre entrar forte nas competições e agora sim, com este arranque, há que ter a cabeça no sítio para revalidar os títulos de campeão nacional, que é sempre o que mais ambicionamos. Portanto, a ambição continua lá, deve sempre continuar e que isto sirva de força e de energia para o resto da temporada”, acrescentou o líder máximo do clube, que não poupou nos
FERNANDO SÁ
“ No intervalo, aconteceu uma coisa muito positiva. Tivemos muitas vozes no balneário que não a minha. Os jogadores foram fundamentais na forma como analisaram o primeiro e o segundo período e depois mudaram a postura. Acho que nós, treinadores, temos o nosso papel, mas cada vez mais acho que as vozes deles, dentro de muitas regras e situações que temos de dominar, são fundamentais. Destaco principalmente as palavras do James Woodard, que esteve a semana toda sem treinar, esteve no banco durante bastante tempo e esteve até em dúvida para jogar, mas teve um discurso que me deixou muito satisfeito e otimista em relação ao futuro.”
ANDRÉ BESSA
“ Foi também por momentos como este que queria muito regressar. Conquistar títulos com esta camisola é algo indescritível. Começámos a época da melhor maneira e agora há que dar continuidade a este trabalho. No que me diz respeito, vou continuar a trabalhar para ajudar a equipa no máximo que puder. Os nossos adeptos são sempre importantes e hoje parece que jogámos em casa. Foram essenciais para a nossa recuperação.”
CHILDE DUNDÃO
“ Um dos meus objetivos ao vir para o FC Porto era ganhar troféus. Quis vir para um clube grande no qual pudesse ganhar troféus, por isso tem um grande sabor. O nosso objetivo é tentar vencer o máximo de troféus possível. Vamos trabalhar para ir ao Museu mais vezes. O Museu já tem muitos troféus e fazer parte desta história é muito importante para nós, enquanto jogadores, e também para o clube. Fazer parte de um grande clube é muito bom e fazer parte da história é melhor ainda.”
72