Dragões #478 Set 2026 | Page 64

FUTSAL
SETEMBRO 2026 REVISTA DRAGÕES outra forma, mas nós não queremos só ser campeões, queremos uma série de outras coisas bem definidas para nós enquanto grupo de trabalho. É uma série de coisas que vai levar ao objetivo final, mas todos temos consciência de que aquilo que fizermos neste primeiro ano será muito importante para os próximos anos. Sinto que não é só um plantel que vai jogar a terceira divisão, é um plantel que vai lançar as sementes para chegar à segunda e depois à primeira e para lutar por títulos, que é o que se quer num clube desta dimensão.
Para os menos familiarizados com a modalidade, que dificuldades esperam o FC Porto na terceira divisão? Vamos encontrar um campeonato mais longo do que nos outros anos, pois passou a ter mais equipas, inclusive com a nossa entrada. É um campeonato que começa em setembro e só termina em junho, por isso é fundamental termos regularidade e consistência. Depois há as especificidades dos adversários, que são muito diferentes daqueles que estes jogadores estão habituados a defrontar por terem estado recorrentemente noutros patamares. Não são adversários mais fáceis ou mais difíceis, são diferentes e temos de estar conscientes disso.
O que podem os adeptos do FC Porto esperar da equipa de futsal nesta época? Tenho pena de não poderem ver os treinos, pois iam ver 16 jogadores que, independentemente do currículo e da história que têm, se entregam a este clube de uma forma que é admirável e de assinalar. Seria impensável que no FC Porto fosse de outra forma, mas a verdade é que nestas semanas não perdi muito tempo a explicar-lhes o que é estar num clube desta dimensão. Nos jogos, é isso que também podem esperar, a extensão do que temos sido nos treinos. Os jogadores estão muito unidos e sentiram desde o início que temos uma causa para defender e um objetivo em comum. Esse objetivo é muito maior do que qualquer um de nós, mas estes jogadores têm uma ambição muito grande e um desejo muito grande de ganhar. Eles demonstram isso no dia a dia e entregam-se de uma forma que vai orgulhar os nossos adeptos.
Quando foi anunciado, manifestou o desejo de ter uma equipa com a qual os adeptos se identifiquem.
Esse é o primeiro grande objetivo a ser cumprido? Claramente. Neste início do projeto, é algo que me preocupa mesmo muito, mas no sentido de ser algo mesmo muito importante, até para mim como adepto do FC Porto. Se calhar, no passado não acompanhava muito as outras modalidades, mas desde que entrei nesta casa que passei a acompanhar muito mais. Tenho essa sensação de ter um prazer muito grande no pavilhão ou no estádio por olhar para a equipa e sentir um grande orgulho, porque me representa. Quero que os adeptos sintam isso.
Quão importante será o papel do capitão Cardinal no balneário e dentro da quadra? Embora me tenha cruzado com ele noutras situações no futsal, não o conhecia muito bem. Tivemos uma primeira conversa juntamente com a Direção e depois tivemos uma segunda conversa, que foi muito importante para os dois. Foram mais ou menos quatro horas que estivemos no balneário a falar um com o outro, pouco sobre futsal e mais sobre quem era o Cardinal e o André enquanto pessoas. Esse foi um ponto de partida importante para nós, pois apesar de nos termos conhecido
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