Dragões #478 Set 2026 | Page 55

FUTEBOL
SETEMBRO 2026 REVISTA DRAGÕES

Como surgiu a paixão pelo futebol? Comecei a jogar aos cinco anos, numa equipa recreativa treinada pelo meu pai. Comecei no meio dos rapazes e rapidamente me apaixonei pelo futebol. Foi uma escolha óbvia.

Que memórias tem da altura em que o seu pai era o treinador? Lembro-me de andar sempre no meio dos rapazes a jogar à bola. As outras crianças gostavam de ir para o campo arrancar a relva e colher flores, mas eu só pensava em marcar golos e jogar futebol. Para mim e para os meus pais, tornou-se óbvio que era isto que eu queria fazer.
Chegou a praticar outras modalidades? Joguei basquetebol e lacrosse durante o ensino básico e secundário, mas não era excelente. Diverti-me muito e gostei de poder experimentar outras modalidades, mas a minha paixão sempre foi o futebol.
Durante a adolescência chegou a ser capitã de equipa. Já nasceu líder ou foi uma característica que adquiriu com o tempo? Sempre tentei liderar pelo exemplo. Nunca fui a jogadora que grita com as companheiras. Tento apenas ser um exemplo dentro e fora do campo.
Como correu a adaptação ao futebol universitário? Andei numa universidade perto de casa, mas foi uma mudança muito grande. Aos 19 anos, troquei a casa dos meus pais pela residência universitária e adorei a experiência. No meu ano de caloira ainda era muito jovem e tinha um papel diferente dentro do grupo. Fazia o que podia para ajudar a equipa, até cheguei a jogar noutra posição e sentiame feliz por estar dentro de campo. À medida que os anos foram passando, fui assumindo um papel de liderança.
Ganhou três vezes a Big East [ uma das conferências do campeonato universitário norte-americano ] e recebeu várias distinções individuais. A experiência na universidade ajudou-a a preparar-se para as exigências do futebol europeu? Sem dúvida, até porque o campeonato universitário é muito exigente fisicamente, uma vez que a competição dura apenas três meses e temos dois jogos por semana. É um curto período em que temos de dar sempre o máximo. Aqui as coisas são diferentes. O futebol é mais tático e, como a época é mais longa, conseguimos evoluir nos treinos.
Esta é a sua primeira experiência fora dos Estados Unidos. Porquê Portugal? Sempre quis jogar fora do país e sempre me identifiquei com o estilo europeu. Queria muito jogar na Europa e vir para Portugal foi uma ótima oportunidade para concretizar esse sonho. Não podia estar mais feliz por estar aqui.
Já tinha ouvido falar do FC Porto? Ouvi tantas coisas boas... O FC Porto é um grande clube e já me tinham falado das grandes noites europeias, especialmente na Liga dos Campeões. A maior parte dos jogadores de futebol cresce a ouvir falar do FC Porto e sabe o quão grande este clube é.
As expectativas corresponderam à realidade? Sem dúvida, especialmente quando assisti pela primeira vez a um jogo no Estádio do Dragão. Contudo, a maior surpresa foi mesmo a forma como fui recebida por toda a gente.
A adaptação a Portugal foi mais fácil por ter a companhia da Lily Bryant e da Cora Brendle? Fui a primeira das três a chegar. Estava num país novo, sozinha e a
“ AS OUTRAS CRIANÇAS GOSTAVAM DE IR PARA O CAMPO ARRANCAR A RELVA E COLHER FLORES, MAS EU SÓ PENSAVA EM MARCAR GOLOS E JOGAR FUTEBOL.”
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