Dragões #478 Set 2026 | Page 27

LIGA DOS CAMPEÕES
SETEMBRO 2026 REVISTA DRAGÕES
O CALENDÁRIO QUE FALTA
DATA JOGO
ANFIELD REÚNE DUAS CONTAS QUE ATRAVESSAM A HISTÓRIA EUROPEIA PORTISTA: O FC PORTO NUNCA VENCEU O LIVERPOOL NEM CONQUISTOU UMA VITÓRIA OFICIAL EM INGLATERRA.
14 de outubro
Real Betis- FC Porto
20 de outubro
FC Porto- PSV
4 de novembro
FC Porto- Napoli
24 de novembro
Feyenoord- FC Porto
9 de dezembro
Liverpool- FC Porto
19 de janeiro
FC Porto- Slavia Praga
27 de janeiro
LASK-FC Porto
Farioli regressará aos Países Baixos para defrontar o Feyenoord, rival que conheceu durante a passagem pelo Ajax e que terminou a última edição da Eredivisie no segundo lugar. Giovanni van Bronckhorst voltou a Roterdão para recuperar um clube habituado a jogar num estádio onde o público parece começar cada lance antes da equipa. O ambiente não ganha jogos sozinho, mas reduz o tempo para pensar e torna cada erro mais ruidoso. FC Porto e Feyenoord encontraram-se pela primeira vez na caminhada até à meia-final europeia de 1993 / 94: vitória portista por 1-0 nas Antas e empate sem golos em Roterdão. O reencontro aconteceu em 2019, na Liga Europa, com um triunfo para cada lado. Formado no Feyenoord, Bruno Martins Indi vestiu depois a camisola do FC Porto; João Carlos Teixeira passou pelos dois clubes pela ordem inversa. Ambos estabelecem a ligação entre a Invicta e Roterdão. Duas semanas depois chega a viagem mais carregada de história. Anfield junta duas contas que o FC Porto nunca conseguiu fechar: vencer o Liverpool e ganhar um jogo oficial europeu em Inglaterra. O historial diante dos ingleses é particularmente duro. Em oito encontros na Champions, o FC Porto somou apenas dois empates e sofreu seis derrotas. Se forem incluídos os quartos de final da Taça UEFA de 2000 / 01, são dez jogos sem qualquer vitória. Liverpool tem aparecido em diferentes fases e diferentes gerações: Taça UEFA em 2001, fase de grupos da Champions em 2007 e 2021, oitavos de final em 2018 e quartos de final em 2019. Anfield tornou-se um destino recorrente, mas nunca favorável. Também nenhum adversário desta fase concentra tantos jogadores com passado comum. Raul Meireles, Luis Díaz, Marko Grujić, João Carlos Teixeira, Aly Cissokho e Diogo Jota vestiram as duas camisolas. A memória de Jota, jogador portista em 2016 / 17 e figura do Liverpool entre 2020 e 2025, dá ao reencontro uma dimensão que ultrapassa o resultado. O Liverpool iniciou um novo ciclo com Andoni Iraola, depois da saída de Arne Slot. Mohamed Salah já não está, Bradley Barcola chegou para renovar o ataque e nomes como Virgil van Dijk e Dominik Szoboszlai continuam a definir a equipa. Para o FC Porto, a noite de 9 de dezembro poderá oferecer duas estreias de uma só vez: a primeira vitória sobre o Liverpool e o primeiro triunfo europeu em Inglaterra. Poucos estádios seriam mais apropriados para quebrar um histórico tão longo.
Janeiro decide Depois de quatro meses atravessados por adversários familiares, a fase de liga termina com duas equipas que o FC Porto nunca defrontou. O Slavia Praga visita o Dragão a 19 de janeiro. Campeão checo nas duas últimas épocas, vive da estabilidade de Jindřich Trpišovský, treinador desde 2017 e responsável por cinco campeonatos e quatro taças. Lukáš Provod é uma das referências de uma equipa trabalhada, intensa e pouco disponível para oferecer espaços. O nome do Slavia também transporta uma curiosidade quase centenária: o clube venceu, em 1927, a primeira edição da Taça Mitropa, uma das grandes antecessoras das competições europeias modernas. Na Champions mais recente, porém, não conseguiu qualquer vitória em oito jornadas. Entre a história distante e as dificuldades presentes, continua a ser um adversário capaz de complicar uma noite em que a classificação já poderá pesar em cada decisão. O último jogo será em Linz, diante do LASK, a 27 de janeiro. A equipa austríaca conquistou o campeonato e a Taça em 2025 / 26, chegou pela primeira vez à Champions e a estreia só foi possível graças a uma recuperação extraordinária no playoff: depois de ter perdido por três golos em Glasgow na primeira mão, venceu o Celtic no segundo encontro por 5-1. Samuel Adeniran marcou duas vezes de longa distância e tornou-se o rosto daquela noite. O LASK perdeu por 1-0 com o AEK na primeira jornada, mas chega a esta competição sem o peso das comparações. Para quem nunca esteve neste palco, todos os jogos são históricos. Para o FC Porto, o desafio será exatamente o contrário: tratar a última jornada com a urgência que a classificação exigir, num inverno austríaco e com todos os encontros a decorrerem à mesma hora. O percurso começa no estádio de uma conquista e termina no terreno de uma estreia. Entre La Cartuja e Linz, surgem títulos perdidos, velhos adversários, antigos jogadores e duas contas ainda abertas em Inglaterra. A história ajuda a reconhecer os lugares, mas os pontos continuam por conquistar.
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