Dragões #477 Ago 2026 | Page 77

BASQUETEBOL
AGOSTO 2026 REVISTA DRAGÕES

Miguel Maria, Wes Washpun, Jhonathan Dunn, Cornelius Hudson, Santiago Silva e Robbie Beran deixaram o clube e abriram espaço à chegada de novos atletas, alguns deles bem conhecidos da família portista, como são os casos de André Bessa, Xeyrius Williams e Thomas Bropleh. Talento, atleticismo, versatilidade, experiência e muito conhecimento da realidade do FC Porto e do basquetebol português não vão faltar à versão 2026 / 27 do plantel. Na posição de base, foi assegurada a continuidade de Corey Allen, que tinha chegado ao clube em novembro do ano passado. Após um começo discreto, Allen foi ganhando confiança e subindo de rendimento com o desenrolar da temporada e assumiu um papel determinante na caminhada triunfal do FC Porto nos playoffs da liga. Na final contra o Benfica, o norte-americano foi absolutamente decisivo, nomeadamente no célebre jogo 4, no Dragão Arena, que consagrou o FC Porto como campeão: o base norte-americano terminou o clássico com 31 pontos, três assistências, um roubo de bola e sete triplos convertidos. De Angola chega Childe Dundão para a primeira experiência fora de África. O base de 28 anos e 1,67 metros só vestiu a camisola do Petro de Luanda, clube da cidade natal pelo qual conquistou três Supertaças, seis ligas, três Taças de Angola e uma Liga Africana. Rápido, bom lançador, bom defensor e com uma leitura de jogo acima da média, Dundão chega à Invicta depois de uma época com médias de 16.3 pontos, 1.1 ressaltos e 6.2 assistências por jogo, sem esquecer que venceu o FIBA AfroBasket 2025 com Angola, integrou o cinco ideal e ainda foi considerado o MVP da competição. A completar o lote bases, o portuense e portista André Bessa, que regressa ao clube oito anos depois de ter saído para a

Oliveirense. Campeão nacional de Dragão ao peito em 2016, Bessa também passou pelo Vitória e é precisamente por isso que vai reencontrar o treinador Fernando Sá. Entre os extremos também há um regresso a registar, o de Thomas Bropleh. O norte-americano de 35 anos e 1,95 metros já tinha vestido a camisola do FC Porto em 2016 / 17 e só esteve pouco mais de um mês no Dragão Arena, mas foi o suficiente para ser impactante: nos oito jogos realizados, registou médias de 13.3 pontos, 6.4 ressaltos, 2.3 assistências e 2.0 roubos de bola por jogo. Com passagens por diversos países e vários anos a disputar a ACB, a principal liga espanhola, Thomas Bropleh é um reforço na verdadeira aceção da palavra e não vem sozinho, pois terá a companhia do compatriota James Woodard, uma das caras totalmente novas do plantel. O norte-americano de 32 anos e 1,91 metros formou-se na Universidade de Tulsa e mudou-se para a Europa em 2016, acumulando muita experiência em campeonatos competitivos, pois vestiu as camisolas do Acqua S. Bernardo Cantù( Itália), Peristeri( Grécia), Riesen Ludwigsburg( Alemanha), Hamburg Towers( Alemanha), Esenler Erokspor( Turquia), Darussafaka( Turquia) e King Szczecin( Polónia). Canhoto, atlético e bom lançador, James Woodard atingiu a Final Four da Liga dos Campeões em 2021 / 22 ao serviço do Riesen Ludwigsburg( Alemanha) e agora prepara-se para voltar a disputar a prova pelo FC Porto. O também norte-americano Tanner Omlid e o internacional português Vlad Voytso são dois dos elementos que transitam da época passada e completam o lote de extremos, no qual também se pode incluir João Guerreiro, outra continuidade assegurada. No que diz respeito ao jogo interior, são as cores portuguesas que predominam, mas há mais um regresso a assinalar. Depois de ajudar o FC Porto a conquistar a Supertaça e a Taça de Portugal em 2024 / 25, época em que teve médias de 12.9 pontos, 6.3 ressaltos e 1.5 assistências por jogo só na Liga Portuguesa de Basquetebol, Xeyrius Williams vai voltar a vestir de azul e branco. Muito atlético, forte na luta das tabelas e um exímio defensor com excelentes recursos ofensivos, o norte-americano de 29 anos e 2,06 metros junta-se a Childe Dundão, Corey Allen, Tanner Omlid, James Woodard e Thomas Bropleh no lote de basquetebolistas estrangeiros à disposição do treinador Fernando Sá. Além de Xeyrius Williams, as áreas próximas do cesto também serão ocupadas pelo capitão Miguel Queiroz e por Gonçalo Delgado, os dois postes internacionais portugueses que se mantêm no plantel e que poderão ajudar à evolução dos jovens Yago Carrera e Pedro Machado, os elementos mais novos de um grupo que vai iniciar a nova temporada a disputar a Supertaça com o Sporting no final de setembro. Esta é, de resto, a primeira das cinco competições que os portistas vão disputar em 2026 / 27, época que marca a estreia absoluta na fase de grupos da Liga dos Campeões: Bnei Penlink Herzliya( Israel), Joventut Badalona( Espanha) e Telekom Baskets Bonn( Alemanha) são os adversários no Grupo H. A nível interno, a Taça de Portugal e a Taça Hugo dos Santos acabarão por entrar mais lá para a frente no calendário dos azuis e brancos, mas há um objetivo que está acima de todos os outros, o bicampeonato. Foi em 1996 / 97, há praticamente 30 anos, que o FC Porto se sagrou bicampeão nacional de basquetebol pela última vez. A defesa do título começa em Queluz no fim de semana de 3 e 4 de outubro.
TRÊS REGRESSOS, DUAS CARAS NOVAS E UM NÚCLEO CAMPEÃO DÃO FORMA AO PLANTEL QUE VAI DEFENDER O TÍTULO NACIONAL E ESTREAR-SE NA FASE DE GRUPOS DA LIGA DOS CAMPEÕES.
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