Dragões #477 Ago 2026 | Page 29

TEMA DE CAPA
AGOSTO 2026 REVISTA DRAGÕES
Diogo Costa troca a concentração da baliza pelo centro da festa e levanta o troféu perante uma equipa inteira de braços no ar.
Em baixo: A final pediu contenção, mas a festa não: champanhe no ar, cachecóis aos ombros e uma equipa finalmente sem nada para controlar.
FC Porto abriu-o pelo ar. Froholdt já tinha marcado golos importantes durante a época do título e voltou a aparecer onde a final se decidia.“ É sempre bom marcar”, reconheceu, antes de afastar rapidamente o foco de si próprio. Para o médio, a noite valia sobretudo pelo que dizia da equipa:“ Temos de estar orgulhosos pelo que alcançámos.” O golo não retirou o Torreense do jogo. Perto do intervalo, Léo Azevedo obrigou Diogo Costa a uma defesa que preservou a vantagem e recordou que a margem continuava curta. O capitão tinha regressado há poucos dias, entrou diretamente no onze e voltou a aparecer quando o resultado precisou dele. A segunda parte trouxe menos espaço e mais cuidado. André Silva esteve perto de marcar num livre direto, Adriel Ramos respondeu, o Torreense continuou a procurar o empate e o FC Porto percebeu que aquela não seria uma noite para escolher a forma de vencer. Era preciso aceitar o jogo possível, controlar o que o relvado permitia e proteger o que Froholdt tinha conquistado pelo ar.“ Circunstâncias complicadas, mas um resultado muito importante”, resumiu Farioli. Não houve um segundo golo que libertasse o marcador nem uma exibição feita para esconder as dificuldades. Houve uma equipa capaz de compreender a final, sofrer quando foi necessário e conservar a vantagem até ao último apito. Pepê, autor do cruzamento decisivo, falou da“ honra de dignificar a camisola e começar desta forma incrível”. André Villas-Boas tinha pedido que o FC Porto lutasse pela Supertaça“ com a mesma intensidade de quem procura o primeiro título” e a resposta foi dada por uma equipa que procurava o 25.º como se ainda não tivesse nenhum. As fotografias contam o resto: a relva solta, os jogadores à procura de equilíbrio, Pepê a levantar a bola, Froholdt acima da marcação, Diogo Costa a segurar a vantagem e, finalmente, a taça erguida. Durante 90 minutos, o relvado cedeu quase sempre, mas o FC Porto não.
29