ANDEBOL
JULHO 2026 REVISTA DRAGÕES
Assume agora o cargo de treinador principal depois de ter cumprido várias etapas no andebol do clube. Era um objetivo de carreira? Sem dúvida de que era um dos meus objetivos de carreira. Já estou no FC Porto há alguns anos, conquistei vários títulos noutras funções e, portanto, foi com grande orgulho e responsabilidade que recebi este convite e aceitei. Estou muito contente por estar aqui.
O que significa liderar a modalidade que ama no clube do coração? É algo que me traz um sentimento de orgulho, mas também de grande responsabilidade. Sei o que representa ser treinador do FC Porto, ainda para mais do andebol do FC Porto. Além da responsabilidade, também é um motivo de orgulho saber que as pessoas acreditaram que eu tenho as qualidades necessárias para assumir este cargo.
Sente ainda mais motivação, mas também mais responsabilidade por viver o FC Porto como adepto? É evidente que é uma responsabilidade acrescida. Eu vou defender intransigentemente os valores do FC Porto e do nosso grupo de trabalho, conhecendo de antemão os valores que regem esta casa e a exigência dos adeptos. Posso dizer que é uma responsabilidade acrescida, mas não poderia ser de outra maneira, estando aqui há tanto tempo.
Dá-lhe ainda mais gosto viver o dia a dia no FC Porto? Claro que sim. É sempre um prazer estar aqui, entrar aqui sempre de cabeça levantada e com consciência de que todos os dias saio depois de ter dado o meu melhor. Isso também é um prazer extra para mim.
Chegou do Europeu de sub-20 e começou de imediato a trabalhar. Como está a viver esta transição? De forma natural. É evidente que uma competição como um Europeu é extremamente exigente a todos os níveis. Enquanto treinador e responsável da equipa, não é uma exigência tão física, mas mais mental e de preparação dos jogos. Ainda assim, julgo que tenho a energia renovada, também por saber o desafio que me espera, por isso é uma transição normal e que já estava planeada há algum tempo. Desde o momento em que sabia que iria assumir este cargo, sabia que iria ser assim, portanto foi uma transição normal.
À chegada ao aeroporto, recebeu um reconhecimento pelo trabalho nas seleções jovens. Deu-lhe ainda mais força para encarar esta nova etapa? Sem dúvida. Foi um momento extremamente gratificante e não estava à espera de ver tanta gente. Sem dúvida de que isso me deu um extra de motivação para começar as minhas novas funções, não só pelos resultados que obtivemos, mas também pelas pessoas que estavam à minha espera. Ver um conjunto de amigos, ex-atletas e ex-treinadores, todos eles à minha espera, foi o principal motivo de orgulho por saber que, de alguma maneira, marquei várias gerações e pessoas.
Já conhece ao pormenor quase todos os atletas. É uma vantagem importante neste início de ciclo? Sim, embora os treinos e a minha maneira pessoal de ver as coisas não sejam exatamente iguais ao que fazíamos, mas em termos de conhecer as pessoas e conhecer os hábitos de cada um sem dúvida que acho que facilita muito a integração, quer dos mais novos, quer a minha enquanto treinador principal. Penso que, para já, tudo está a correr muito bem e estamos todos muito contentes com o que fizemos até hoje.
No plantel anunciado, destaca-se a presença de vários jovens saídos da formação do clube. O que diz isto sobre a aposta do FC Porto na juventude nos últimos anos? Primeiro, demonstra o bom trabalho que tem sido realizado na formação do FC Porto. Depois, também prova que estamos atentos ao valor dos atletas, independentemente da idade que têm. Acreditamos muito na qualidade dos jovens do FC Porto, muitos deles já com alguma experiência, embora sejam novos de idade. Outros que estão aqui pela primeira vez, têm também como exemplo e como forma de incentivo ver o percurso de outros jovens que já se afirmaram no plantel. Isto também é um pouco a filosofia do FC Porto,
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