Dragões #476 Jul 2026 | Page 13

TEMA DE CAPA
JULHO 2026 REVISTA DRAGÕES a memória da festa, mas já permitia que as atenções mudassem de direção. O título continuava presente nas bancadas e na relação entre a equipa e os adeptos, mas em começava a ser tratado como assunto encerrado.
Nomes, números e um regresso Antes do encontro com o Aston Villa, os jogadores foram chamados um a um. A apresentação revelou a numeração escolhida para 2026 / 27 e deu forma pública ao grupo que Francesco Farioli vinha a preparar longe do Dragão. Foram apresentados 31 atletas, incluindo Luís Gomes, Tiago Silva, Bernardo Lima e Duarte Cunha, do FC Porto B. Entre os nomes já conhecidos, os reforços e os jovens em aproximação ao plantel principal, a chamada permitiu perceber que a equipa desta temporada deverá ser construída mais por acréscimos do que por uma alteração profunda da base campeã. A numeração reforça essa ideia de continuidade. William Gomes conserva o 7, Victor Froholdt o 8, Samu o 9, Gabri Veiga o 10 e Diogo Costa
O AUTOCARRO PAROU ANTES DO ESTÁDIO. PELO TERCEIRO ANO CONSECUTIVO, O PLANTEL COMPLETOU A PÉ OS ÚLTIMOS METROS E ENTROU NA NOVA ÉPOCA POR ENTRE MILHARES
DE PORTISTAS.
o 99. As novidades chegam com André Silva, que regressa com o 19, e Inbeom Hwang, que recebeu o 16. No entanto, nenhuma apresentação individual carregava o mesmo sentido de regresso que a de André Silva. O avançado voltou a jogar de azul e branco no Estádio do Dragão nove anos depois.
Nesse intervalo, passou por campeonatos, clubes e contextos muito diferentes, mas o reencontro com o estádio onde se afirmou acrescentava à noite uma linha narrativa que não dependia do resultado. Francesco Farioli colocou-o imediatamente no onze. Foi o único reforço entre os titulares, ao lado de dez jogadores que já faziam parte do grupo campeão, e a escolha ofereceu a primeira pista relevante da noite: o FC Porto não se apresentou como uma equipa em reconstrução. Cláudio Ramos ocupou a baliza e assumiu a braçadeira de capitão. Pablo Rosario começou no lado direito da defesa, com Bednarek e Kiwior no centro e Zaidu à esquerda. Alan Varela, Victor Froholdt e Gabri Veiga formaram o meiocampo, enquanto William Gomes, Pepê e André Silva ocuparam a frente de ataque. O onze reunia continuidade, algumas adaptações e uma novidade colocada no centro das atenções. Não respondia a todas as perguntas sobre o plantel, nem essa seria a função de um jogo de preparação, mas mostrava, ainda assim, o ponto de partida escolhido pelo treinador.
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