HÓQUEI EM PATINS
JUNHO 2026 REVISTA DRAGÕES
A
Europa sobre patins volta a pertencer ao FC Porto, depois da grande caminhada dos azuis e brancos até à final da Liga dos Campeões que culminou com um triunfo irrepreensível diante do Barcelona de Ricardo Ares. Com o técnico espanhol, os portistas tinham vencido em 2023, agora foi a vez de Paulo Freitas comandar os Dragões até ao título. Desde a fase de grupos que se percebia que o FC Porto estava na competição para a vencer. Nove vitórias em dez partidas e o primeiro lugar do Grupo A transmitiram sensações positivas ao balneário, capaz de ultrapassar qualquer adversidade. Se o Liceo da Corunha acabou por ser derrotado nos“ quartos” por uma margem substancial, ainda que tenha dado boa réplica dentro da pista, um velho conhecido atravessou-se no caminho dos azuis e brancos nas meias-finais. O Óquei de Barcelos, então detentor do título, era o último obstáculo no caminho dos Dragões até à final e esteve a vencer por três vezes na eliminatória, que se arrastou até ao prolongamento e às grandes penalidades. Dessa marca, o FC Porto tinha sido derrotado na última época pelos barcelenses na final, só que em Coimbra tudo foi diferente. Edu Lamas, Gonçalo Alves e Carlo Di Benedetto foram eficazes, enquanto Xavi Malián foi importante entre os postes para carimbar a presença dos portistas no encontro decisivo. O Barcelona de Ricardo Ares, com Xavi Barroso e Carles Grau no plantel, ambos campeões em Portugal com a camisola do FC Porto, apresentava-se com peso histórico, uma vez que os“ blaugrana” já tinham vencido a Champions em 22 ocasiões, mais do que qualquer outra formação. Nas décadas que ligam estes dois emblemas, os catalães foram muitas vezes o carrasco do FC Porto na Liga dos Campeões. Também por isso, os adeptos pintaram as bancadas de azul e branco no Pavilhão Multidesportos Dr. Mário Mexia para serem o sexto elemento em campo. No rosto dos portistas transbordava a confiança necessária para atingir o objetivo e 90 segundos bastaram para que os azuis e brancos tomassem a dianteira do resultado. Rafa, experientíssimo nos momentos das decisões, puxou da direita para a esquerda e rematou para o fundo da baliza. Festa azul e branca, deslize de joelhos do camisola 9 e 1-0 para os Dragões. Poucos minutos se seguiram antes do segundo do FC Porto. Gonçalo Alves, que tinha assistido para o primeiro, rematou do meio campo para novo momento de festa em Coimbra. Garantiuse algum conforto no resultado, mas sem garantias, tal como o início da segunda parte comprovou, com o penálti convertido pelo Barcelona. O domínio dos Dragões fez-se, depois, sem bola, com um trabalho defensivo a roçar a perfeição que permitiu controlar o adversário. O último golo aconteceu na reta final, com Telmo Pinto a brilhar perante a oposição antes de rematar, quase com um joelho a tocar no piso, para o 3-1 final. Lágrimas, sorrisos, gritos e aplausos tomaram conta do ambiente no pavilhão e a festa fez-se dentro do recinto, com Paulo Freitas e o resto do plantel a celebrar com os adeptos. À entrega das medalhas seguiu-se o momento de erguer o troféu, altura em que o capitão confiou aquele privilégio nas mãos de Edu Lamas. Ainda no palco, cantaram a uma voz o hino do FC Porto, campeão europeu pela quarta vez.
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