Dragões #475 Jun 2026 | страница 6

A VISÃO DO PRESIDENTE
JUNHO 2026 REVISTA DRAGÕES

Ânsia de vencer

Caros Portistas,
Junho fechou uma época que ficará para sempre na memória do Futebol Clube do Porto. Uma época de títulos, de afirmação, de orgulho e de uma união que nos devolveu aquilo que mais nos define: a ânsia de vencer. 2025 / 26 será para sempre um ano especial na história do FC Porto. Um ano do Dragão.
Fomos Campeões Nacionais seniores, conquistando o 31.º título. Vencemos nos Sub-19, nos Sub-17 e nos Sub-15. Fizemos um pleno histórico no futebol nacional, repetindo feitos que só o FC Porto alcançou, como em 1985 / 86 e 1997 / 98. A isto juntámos o título nacional do futebol feminino, com subida à Primeira Liga, e uma época brilhante da equipa B, que igualou o recorde de pontos anteriormente alcançado quando se sagrou campeã.
Isto não é acaso. Não é sorte. Não é circunstância. É trabalho. É método. É critério. É uma visão clara sobre o que queremos para o futebol do FC Porto: vencer hoje, formar melhor para amanhã e construir uma estrutura que sustente o futuro.
Antes desta época, e desde 2010 / 11, o FC Porto tinha conquistado apenas seis dos 39 títulos nacionais disponíveis nos escalões de Sub-19, Sub-17 e Sub-15. Este pleno tem, por isso, um significado ainda maior. É a confirmação de uma mudança de rumo, de ambição e de exigência no nosso projeto formativo que queremos que perdure no tempo e transforme, a seu tempo, jogadores juniores em jogadores profissionais na equipa principal.
Deixo, por isso, uma palavra de enorme reconhecimento a todos os jogadores, treinadores, equipas técnicas, departamentos de apoio, unidade de saúde e performance, scouting, gestão desportiva e executiva, e a todos os que trabalham diariamente para elevar o jogador formado no Porto. Em particular, ao José Tavares, Diretor da Formação, pelo trabalho que tem desenvolvido desde o seu regresso ao FC Porto. Em apenas dois anos, ajuda o Clube a alcançar mais um pleno que entra diretamente na nossa História.
Cumprimento também o Sérgio Ferreira, o José João e o Manuel Prata, bem como as suas equipas técnicas, pelo trabalho realizado nos respetivos escalões.
Saúdo igualmente o João Brandão pela excelente época da equipa B, o Daniel Chaves e o Professor José Manuel pelo percurso notável do futebol feminino, que nos trouxe o título, a subida e uma presença no Jamor que muito nos orgulhou.
Também no futebol sénior, este ano teve um nome incontornável: Francesco Farioli. Liderou com método, coragem e uma exigência profundamente identificada com aquilo que é o FC Porto. Percebeu rapidamente o Clube, agregou o grupo, potenciou talento e devolveu-nos ao lugar que a nossa História exige. O sucesso transversal do futebol portista nasce também dessa cultura competitiva comum, em que todos trabalham para ganhar e para elevar diariamente o símbolo que representam.
Este ano do Dragão não pertence apenas a quem entra em campo. Pertence também a quem sustenta, acompanha, decide, executa e protege o Clube todos os dias.
Quero, por isso, deixar um agradecimento profundo aos órgãos sociais do Futebol Clube do Porto, à Direção, à Administração, à Comissão Executiva e a todas as equipas diretivas e executivas que me acompanham diariamente. Nada do que construímos este ano teria sido possível sem lealdade, competência, coragem e sentido de missão. Houve decisões difíceis, horas longas, momentos de pressão e uma exigência permanente principalmente depois de uma época frustrante como foi a época de 2024 / 2025. Mas houve, acima de tudo, uma estrutura unida em torno do mesmo objetivo: devolver o FC Porto ao caminho da vitória e colocá-lo na rota do título.
E esse caminho não se fez apenas no futebol.
No basquetebol, voltámos a ser Campeões Nacionais dez anos depois. Foi um título com sabor especial, conquistado por uma equipa que se reinventou várias vezes ao longo da época, enfrentou lesões, imprevistos e dificuldades, mas nunca perdeu a crença. Sob o comando de Fernando Sá, campeão nesta casa enquanto jogador e agora campeão como treinador, o FC Porto voltou a tocar o lugar que ambicionava. É uma conquista bonita, justa e profundamente portista.
Reconheço também o trabalho do Mário
Santos, Diretor-Geral das Modalidades, e do Alberto Babo, vogal da Direção para as modalidades profissionais, pelo esforço desenvolvido na renovação desta equipa e na construção das condições que nos permitiram voltar a ser campeões. E não esqueço o Pedro Machado, jovem da formação de basquetebol do FC Porto, que batalhou toda a época contra um cancro e que também se sagrou Campeão Nacional. A sua força inspirou-nos. Este título também é dele.
Nas modalidades, o ano foi de excelência. Fomos Campeões Europeus de hóquei em patins pela quarta vez, com uma equipa que se reinventou, praticou um hóquei de enorme qualidade e voltou a tocar o céu europeu. No voleibol feminino, conquistámos o Campeonato Nacional e a Taça de Portugal. Celebrámos o triplete no bilhar e o tricampeonato de goalball no desporto adaptado. Isto é ecletismo com ambição. Isto é Porto em todo o lado. Isto é um Clube que não compete para participar: compete para vencer.
Junho foi também mês de associativismo e de memória viva. Celebrámos os 25 anos da Casa do FC Porto de Monção, numa festa bonita, com cerca de 250 Portistas do Norte de Portugal, daqueles que sentem o Clube como uma pertença profunda. As Casas do FC Porto são embaixadas da nossa alma. São pontos de encontro, de família, de militância e de identidade. São uma das formas mais puras de perceber que o FC Porto não acaba no Dragão: começa aí e espalha-se pelo mundo fruto do altruísmo dos seus líderes que com muito apego e amor ao nosso Clube o ajudam a crescer e a afirmar-se.
Ao mesmo tempo que celebramos, já estamos a construir a próxima época. Porque no FC Porto a vitória não é descanso, é responsabilidade. Damos as boas-vindas ao André Silva, ao João Afonso e ao Eirik Granaas, reforços que chegam a uma casa exigente, vencedora e consciente do peso da sua História. Que percebam rapidamente aquilo que significa representar o FC Porto: talento é importante, mas compromisso, trabalho e respeito pelo símbolo são indispensáveis.
Nas modalidades, há ciclos que terminam e outros que começam. Magnus Andersson despede-se depois de um
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