OUTFIT DE BANCADA
JUNHO 2026 REVISTA DRAGÕES do vinho do Porto, com uma elegância profunda, quase cerimonial. A terceira versão escolhe um azul mais suave, contemporâneo e luminoso, para mostrar que a cor fundadora do clube pode ser reinterpretada sem perder raiz. Três peças diferentes, três estados de espírito, três formas de dizer Porto.
MEMÓRIA PARA COMPETIR O equipamento principal foi o primeiro a entrar em cena e não podia ter escolhido melhor passerelle: o Estádio do Dragão, no jogo de consagração dos campeões nacionais. A camisola nasceu ali, diante de uma equipa que acabava de fechar a época no lugar onde o FC Porto reconhece o seu destino competitivo. As riscas largas azuis e brancas devolvem à peça uma presença imediata, frontal, quase arquitetónica, onde não há excesso, não há ruído, não há desvio. Há identidade em estado puro, desenhada com o equilíbrio de quem sabe que certos símbolos não precisam de ser reinventados todos os anos para continuarem novos. A inspiração nos anos 80 dá-lhe uma camada adicional de charme. Esta não é uma homenagem de museu,
A camisola principal não precisa de levantar a voz, basta aparecer. As riscas largas azuis e brancas devolvem ao equipamento uma presença limpa, direta, imediatamente reconhecível, enquanto a gola em V e os números em veludo vermelho acrescentam uma nota de memória muito concreta. O detalhe é importante: não se trata apenas de recuperar uma estética dos anos 80 e do início dos anos 90, mas de a trazer para o presente com outra leveza, outro corte e outra exigência técnica. Estreada no Dragão, no dia da consagração dos campeões nacionais, esta camisola nasceu logo no lugar certo, entre a celebração de uma época e a promessa da seguinte. presa ao vidro e à distância, é uma reinterpretação viva, com corte atual e atitude contemporânea. A gola em V recupera uma certa elegância clássica, limpa, desportiva, enquanto os números em veludo vermelho devolvem à camisola um detalhe de enorme carga afetiva. Aqui, o veludo não é apenas textura, é memória tátil, é o passado que se sente com os dedos, é a recordação de uma estética do final dos anos 80 e início dos anos 90, quando os equipamentos tinham uma fisicalidade própria e os números pareciam pertencer tanto ao jogo como ao imaginário dos adeptos. Esse encontro entre nostalgia e presente é talvez o grande triunfo da peça principal. A camisola olha para trás sem ficar parada. Reencontra códigos visuais muito fortes da história portista, mas fá-lo com a tecnologia mais recente da New Balance, preparada para responder às exigências do futebol atual. O conforto, a leveza e a liberdade de movimentos deixam de ser bastidores técnicos para fazerem parte do próprio desenho, permitindo que a tradição apareça vestida para competir. Kenny McCallum, diretor da New Balance Football, sintetiza essa intenção quando sublinha a importância de cada detalhe refletir“ a identidade do clube” e a sua memória. Da gola clássica às riscas azuis e brancas, tudo foi pensado para criar uma ligação direta entre os adeptos e o FC Porto. E essa ligação, no caso da camisola principal, tem uma força quase instantânea: vê-se uma vez e reconhece-se sempre.
RUBI, CREME E TERRITÓRIO Se a primeira camisola parte da matriz mais clássica, a segunda abre a coleção ao território. O equipamento alternativo nasce do Douro, da cidade e do vinho do Porto. O tom rubi impõe-se como cor dominante e transforma a camisola numa peça de grande presença visual, intensa sem ser pesada, sofisticada sem perder caráter competitivo. É uma escolha cromática com profundidade. Não é apenas bonita, tem lugar, tem origem, tem temperatura. O rubi traz consigo uma ideia de Porto que ultrapassa o futebol. Remete para as caves, para o rio, para as encostas, para a luz baixa sobre o Douro, para uma cultura que se construiu entre trabalho, espera, exigência e celebração. Nessa leitura, a camisola alternativa torna-se quase um Porto de Honra em versão desportiva: uma peça que honra a cidade, a região e o clube, mas também a memória
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