Dragões #474 Mai 2026 | Page 81

ESPECIAL CAMPEÕES
MAIO 2026 REVISTA DRAGÕES
23 25
22 24

2007 / 08

2010 / 11
PRESIDENTE Pinto da Costa TREINADOR Jesualdo Ferreira
PRESIDENTE Pinto da Costa TREINADOR André Villas-Boas

2006 / 07

PRESIDENTE Pinto da Costa TREINADOR Jesualdo Ferreira
O primeiro título de Jesualdo Ferreira teve drama suficiente para caber numa temporada inteira e num minuto só. O golo de Bruno Moraes ao Benfica, aos 92 minutos, tornou-se uma das imagens da época. Ainda assim, a decisão estendeu-se até à última jornada, com o Sporting a sonhar ao intervalo e o FC Porto obrigado a resolver a vida contra o Desportivo das Aves. Resolveu. O 4-1 final garantiu o campeonato por um ponto. A equipa sofreu até ao fim, mas não largou a coroa.
Vinte pontos de vantagem explicam quase tudo. O FC Porto de Jesualdo assumiu a liderança à quarta jornada e transformou o campeonato numa longa caminhada de autoridade. A validação matemática chegou à 25.ª ronda, ainda com cinco jogos por disputar, numa goleada por 6-0 ao Estrela da Amadora. Marcaram Lucho, Tarik, Quaresma, Bruno Alves, Lisandro e até Maurício, na baliza errada. Lisandro foi o melhor marcador da liga, com 24 golos. Foi um título sem tremores, de mão firme e distância larga.

2008 / 09

PRESIDENTE Pinto da Costa TREINADOR Jesualdo Ferreira
O arranque foi irregular, mas o FC Porto encontrou o rumo em Braga, à 15.ª jornada, com golos de Cristián Rodríguez e Lisandro López. A partir daí, a equipa de Jesualdo Ferreira agarrou o comando e não voltou a soltá-lo. O título ficou confirmado à antepenúltima ronda, no Dragão, frente ao Nacional, com um cabeceamento de Bruno Alves que ainda hoje o próprio trata como o golo da vida dele. O FC Porto fazia o tetra dez anos depois do penta e Jesualdo tornava-se o único treinador português tricampeão consecutivo.
Na Luz e, depois, sem luz. O campeonato invicto de André Villas-Boas teve futebol de seda e aço, uma goleada de 5-0 ao Benfica na primeira volta e a consagração em Lisboa, com golos de Guarín e Hulk. O FC Porto festejou no estádio do rival, enfrentou o apagão e a rega ativada, e saiu dali com uma das imagens mais poderosas da sua história recente. Terminou a liga sem derrotas, com 21 pontos de vantagem e Hulk como melhor marcador. Como disse
Guarín, foi“ histórico, pá”.
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