ESPECIAL CAMPEÕES
MAIO 2026 REVISTA DRAGÕES da conquista. Não era apenas uma receção institucional, era a cidade a reconhecer o clube e o clube a devolver-lhe o reflexo. Depois veio a varanda. E aqui, admitamos, o futebol também gosta de pequenas ironias arquitetónicas. Houve quem, meses antes, olhasse para o FC Porto e visse pouco jogo, pouco caminho, pouca capacidade para chegar ao fim. A resposta não chegou em comunicado, nem em espuma de zona mista. Chegou da varanda certa, nos Paços do Concelho, com a taça nas mãos e a Avenida dos Aliados cheia até onde a vista alcançava. A dimensão da noite percebeu-se também pelos olhos de quem já viu quase tudo. Thiago Silva ganhou no Brasil, em Itália, em França, em Inglaterra, na seleção, em palcos onde o futebol costuma vestir fato de cerimónia. Ainda assim, diante daquela maré, confessou que já tinha vencido alguns títulos, mas nunca tinha visto uma festa como aquela. A frase valeu como certificado externo daquilo que os portistas sentiam por dentro: não era apenas mais uma celebração, era uma demonstração de escala, pertença e fome acumulada. Uma cidade inteira parecia dizer que esperou, sofreu, acreditou e agora queria cobrar a alegria com juros. No megapalco dos Aliados, com 140 metros de comprimento, jogadores e equipa técnica desfilaram como protagonistas de uma época que teve método, dor, insistência e liderança do princípio ao fim. Diogo Costa, Farioli,
Depois veio a varanda. E aqui, admitamos, o futebol também gosta de pequenas ironias arquitetónicas. Houve quem, meses antes, olhasse para o FC Porto e visse pouco jogo, pouco caminho, pouca capacidade para chegar ao fim. A resposta não chegou em comunicado, nem em espuma de zona mista. Chegou da varanda certa.
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