ESPECIAL CAMPEÕES
MAIO 2026 REVISTA DRAGÕES e, no céu da Serra do Pilar, os drones fizeram o resto, entre símbolos, memória e emoção. Foi São João sem martelos, mas com taça. Foi Porto inteiro vestido de azul. A chegada à Ribeira teve qualquer coisa de antigo e de novo ao mesmo tempo. Antigo, porque o FC Porto e a cidade conhecem-se de olhos fechados; novo, porque nunca a festa tinha descido assim ao rio, com os campeões a entrar pelo coração histórico da Invicta antes de seguirem para o centro cívico da celebração. Depois do desembarque no cais da Ribeira, a comitiva subiu num trio elétrico panorâmico, levando atrás de si uma corrente humana que já não precisava de indicações de trânsito. O caminho estava bem claro, do Douro aos Aliados, como na canção de Pedro Abrunhosa, porque há versos que parecem escritos à espera de uma noite certa. Nos Aliados, a festa teve música antes de ter protocolo. Os Sons do Minho levaram a raiz popular para uma praça onde o Norte não precisava de tradução. Os Red Light Italy trouxeram“ Mister Farioli”, esse improvável hino viral que começou como curiosidade e acabou a dançar no território da consagração. Pedro Abrunhosa, portuense não apenas pela geografia, mas pela forma intensa, frontal e quase arquitetónica
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