Dragões #474 Mai 2026 | Página 27

ESPECIAL CAMPEÕES
MAIO 2026 REVISTA DRAGÕES
PAULO POMBO
ÉPOCA 1958 / 59 Autor da letra do tango-canção“ Amores de Estudante”, tema que resiste à erosão dos tempos e perdura até aos dias de hoje como uma espécie de hino universitário, Paulo Pombo não foi em cantigas e prescindiu dos serviços de Otto Bumbel ao fim de três empates e uma derrota nos primeiros sete jogos da liga. Foi buscar Béla Guttmann, que acabaria por ganhar o campeonato ao sprint ao Benfica e à arbitragem de Inocêncio Calabote, que, entre outras oferendas aos encarnados, atrasou e prolongou o jogo da Luz, enquanto o FC Porto vencia em Torres Vedras. O título foi garantido por um golo de diferença.
AMÉRICO DE SÁ
ÉPOCAS 1977 / 78 e 1978 / 79 Inaugurou o pavilhão gimnodesportivo e o fecho das bancadas do Estádio das Antas, viu o FC Porto eliminar o Barcelona da Taça UEFA, o Manchester United da Taça das Taças e o Milan da Taça dos Campeões, contratou Cubillas e aplaudiu Gomes, mas o maior ato de gestão de Américo de Sá terá sido confiar na visão estratégica de Pinto da Costa e José Maria Pedroto, a dupla que revolucionou o futebol português e que colocou um ponto final numa longa seca de 19 anos. O FC Porto era de novo campeão. Melhor do que isso, era bicampeão.
PINTO DA COSTA
ÉPOCAS 1984 / 85, 1985 / 86, 1987 / 88, 1989 / 90, 1991 / 92, 1992 / 93, 1994 / 95, 1995 / 96, 1996 / 97, 1997 / 98, 1998 / 99, 2002 / 03, 2003 / 04, 2005 / 06, 2006 / 07, 2007 / 08, 2008 / 09, 2010 / 11, 2011 / 12, 2012 / 13, 2017 / 18, 2019 / 20 e 2021 / 22 Jorge Nuno Pinto da Costa é a figura esmagadora desta lista. Presidente mais titulado da história do clube e do futebol mundial, conquistou 23 campeonatos nacionais à frente do FC Porto, além daqueles que tocou como diretor para o futebol, em 1977 / 78 e 1978 / 79. Durante mais de quatro décadas, mudou a dimensão competitiva, institucional e internacional do clube, fazendo do FC Porto uma potência europeia e mundial.
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