varridos para baixo do tapete: a falta de isenção é clara, a ausência de contraditório é desejada e a recusa em confirmar na fonte qualquer ato mantém-se, pois o objetivo de deturpar a opinião pública é muito mais importante que o respeito por uma Instituição e as suas pessoas.
Mas este fenómeno que se tem vindo a registar esta época acontece não só com o FC Porto mas também com os árbitros que, inadvertidamente, erram contra o Sporting. Nos canais afetos ao manto verde, os árbitros são dissecados em todas as suas decisões, como se um erro fosse uma traição ao clube de Lisboa e como se a pressão pública fosse um instrumento legítimo de“ correção” do jogo. Isto, sim, parece ser o novo“ sistema” do futebol português: condicionar perceções, condicionar ambientes, condicionar decisões. Hoje é o episódio do penálti, amanhã é a recarga, depois é o cartão“ pedagógico”, a seguir é o cartão branco, e a verdade do jogo vai ficando refém do vento que sopra a cartilha para os estúdios e para as direções de determinados jornais.
A isto soma-se um sem-número de ataques pessoais e profissionais ao nosso treinador, Francesco Farioli, por diferentes opinionistas. Alguns sem carteira de jornalista, e sendo apenas comentadores, outros que nem respeitam a sua própria carteira e ora são jornalistas, ora são convenientemente comentadores, atacam com ódio, palavreado e insinuações que, em qualquer contexto minimamente sério, seriam inaceitáveis. Farioli trabalha, dá a cara, lidera, arrisca, assume. E, por isso mesmo, torna-se alvo. Mas deixo isto muito claro: o FC Porto protege os seus. E protege-os com firmeza, porque aqui,“ no Norte”, os nossos são intocáveis. Mas foco no essencial. O campeonato está aqui. O último passo está aqui. Tão perto e tão longe ao mesmo tempo. E a resposta tem de ser a mesma de sempre: foco, união e trabalho. Sem festa. Sem distrações. Sem ruído, mas com necessidade de toda a vossa força. Conto convosco. Sempre. Viva o Futebol Clube do Porto!