HÓQUEI EM PATINS
ABRIL 2026 REVISTA DRAGÕES
Entre ouro, bronze e golos
A Taça das Nações de hóquei em patins voltou a ser pintada pelas cores que nos são próximas, ainda que os tons sejam diferentes. Ezequiel Mena ergueu de novo o troféu, numa prova em que Carlo Di Benedetto voltou a mostrarse afinado perante a baliza adversária. Foram vários os Dragões em destaque em solo suíço, sempre com o olhar no que falta para conquistar pelo FC Porto. Pela segunda edição consecutiva, a Argentina conquistou a Taça das Nações de hóquei em patins e voltou a contar com Ezequiel Mena entre os eleitos. O jogador do FC Porto subiu ao lugar mais alto do pódio depois de vencer cinco jogos em cinco dias, ao longo dos quais apontou três golos.“ Foi uma alegria imensa”, admitiu o camisola 7 dos Dragões, satisfeito por“ partilhar dias especiais com os compatriotas”.“ Foi muito importante também por ser a única competição que podíamos disputar antes do Mundial e acredito que foi muito positivo para todos”, observou. Representar a Argentina é, para Mena,“ um orgulho máximo”. Campeão do mundo pela seleção azul-celeste em
O PRIMEIRO DO FC PORTO Foi debaixo de uma chuva de rolos de papel e ameaças dos adeptos adversários em Novara que os Dragões garantiram o primeiro título de campeão da Europa do palmarés e este feito foi alcançado sobre patins. A 28 de junho de 1986 e já depois da vitória no desaparecido Pavilhão Américo de Sá por 5-3, uma remontada épica em Itália de 5-1 para 5-7 valeu a Taça dos Campeões Europeus que foi erguida no balneário porque não havia condições para o fazer no rinque. Praticamente 11 meses depois, João Pinto não largou a orelhuda no relvado de Viena.
2022, só pensa em“ continuar a dar o máximo no FC Porto para merecer uma nova chamada”.“ Sinto que represento as minhas raízes e é uma sensação inexplicável”, admitiu o hoquista de 27 anos, que contou com a experiência de Reinaldo García na equipa técnica dos argentinos.“ É curioso porque em 2024 era meu colega de quarto. Foi uma transição muito natural para ele e é muito bom podermos continuar a trabalhar juntos, uma vez que ele sempre foi uma referência para mim e agora tenho a sorte de o poder ter como amigo na minha vida”. Até ao próximo compromisso internacional, Ezequiel Mena só pensa em ajudar o FC Porto a garantir os objetivos da época.“ Sinto-me muito confiante, esta conquista deu-me boas sensações e quero transportá-las para o Dragão Arena. Acho que estamos numa boa linha e queremos mantê-la até ao momento das decisões”. Com a derradeira fase da Liga dos Campeões para jogar na segunda semana de maio e os playoffs do campeonato logo a seguir, Mena quer“ voltar a celebrar com todos os adeptos”.
GOLOS PARA DAR E VENDER À imagem do que tem acontecido ao serviço do FC Porto, Carlo Di Benedetto liderou a lista de melhores marcadores da Taça das Nações. O capitão da seleção francesa assinou sete remates certeiros em apenas cinco partidas, superando as marcas de Gonçalo Alves( 6), Hélder Nunes( 5), Pol Manrubia( 4) e Ezequiel Mena( 3).
BRONZE PARA PORTUGAL Hélder Nunes capitaneou a seleção das quinas rumo ao terceiro lugar na Taça das Nações, prova em que a derrota diante da Argentina nas meias-finais foi o único desaire na caminhada portuguesa na prova. Na primeira competição com Reinaldo Ventura, histórico jogador do FC Porto, como adjunto do selecionador argentino, Gonçalo Alves foi o melhor marcador de Portugal, com seis golos. Com a camisola da Espanha, Pol Manrubia terminou em quarto, enquanto Carlo Di Benedetto ficou no quinto posto ao serviço da França.
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